O papa Leão 14 nomeou, na sexta-feira (26), um religioso italiano relativamente desconhecido para liderar o departamento do Vaticano responsável por selecionar bispos católicos ao redor do mundo, na primeira grande nomeação de seu pontificado, que já dura quase cinco meses. O arcebispo Filippo Iannone, 67, teve uma carreira discreta no campo do direito canônico. Ele assumirá o comando do Dicastério para os Bispos, que aconselha o papa sobre quais padres da Igreja —que conta com 1,4 bilhão de fiéis— devem se tornar bispos. Trata-se do mesmo escritório que havia sido liderado pelo próprio Leão 14, então cardeal americano Robert Prevost, até sua eleição em maio para substituir o papa Francisco. Leão 14, o primeiro papa dos Estados Unidos, tem demonstrado um estilo mais reservado e discreto do que seu antecessor argentino, que frequentemente ganhava as manchetes com comentários espontâneos ou nomeações surpreendentes no Vaticano. O atual pontífice ainda não havia nomeado nenhum novo chefe de departamento do Vaticano. A escolha de Iannone sugere que possa estar buscando figuras discretas, semelhantes a ele próprio, para cargos importantes. Iannone, natural de Nápoles e membro da ordem religiosa dos Carmelitas, estava à frente do escritório do Vaticano responsável por organizar e interpretar o extenso sistema de leis da Igreja. Ele também atuou como bispo no Lácio, região italiana ao redor de Roma, e como consultor de vários departamentos do Vaticano.
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