O Hamas entregou, neste domingo (2), mais três corpos a Israel como parte do acordo de cessar-fogo entre o grupo terrorista e Tel Aviv, que agora trabalha para identificar se os restos mortais pertencem a sequestrados nos atentados de 7 de outubro de 2023. “De acordo com as informações da Cruz Vermelha, foram entregues três caixões de reféns mortos, que agora estão sendo levados para as tropas [do Exército israelense] na Faixa de Gaza”, disse o Exército em um comunicado. A entrega ocorreu por volta das 15h, no horário do Brasil. Em seu canal no Telegram, as Brigadas Izz ad-Din al-Qassam, braço armado do Hamas, declararam no começo de domingo que “os corpos de três soldados israelenses capturados, encontrados no trajeto de um dos túneis no sul da Faixa de Gaza”, seriam entregues conforme o acordo. A facção já devolveu os restos mortais de 17 dos 28 corpos que ainda estavam em Gaza e que deveriam ter sido entregues no início do cessar-fogo. Segundo o grupo, localizá-los está se mostrando uma tarefa “complexa e difícil” em um território reduzido a ruínas. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo Os sucessivos atrasos, no entanto, irritaram o governo israelense e levaram a acusações mútuas de quebra dos termos do cessar-fogo. O Fórum das Famílias de Reféns exigiu neste domingo, em comunicado à imprensa, que “o primeiro-ministro [Binyamin Netanyahu] aja de forma decisiva e firme para garantir que os compromissos do Hamas no âmbito do acordo sejam cumpridos imediatamente e que todos os reféns falecidos sejam repatriados para Israel”. No sábado (1º), o governo israelense disse que os três corpos entregues pelo Hamas à Cruz Vermelha na sexta-feira (31) não correspondiam a nenhum dos onze reféns cujos cadáveres ainda não foram recuperados, de acordo com análises realizadas no Instituto Forense de Abu Kabir. Na ocasião, o Hamas afirmou ter oferecido a Israel amostras de três corpos para que exames de identificação fossem feitos antes da devolução, porém Tel Aviv teria insistido em receber os restos mortais completos. Também no sábado, o Exército israelense fez ataques aéreos e a tiros nos arredores de Khan Yunis, no sul de Gaza segundo autoridades locais. Foi o terceiro bombardeio desde o cessar-fogo firmado no dia 10 de outubro. Entre terça (28) e quarta (29), Israel retaliou a morte de um de seus soldados com ataques aéreos que, de acordo com autoridades de Gaza, mataram 104 pessoas. Na quinta-feira (30), dois palestinos foram mortos em novos bombardeios, e um terceiro morreu por causa de ferimentos sofridos nas ofensivas anteriores.
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