Cenas de execuções sumárias, mutilações e violências sexuais circularam na internet nas últimas semanas, chamando novamente a atenção para um conflito brutal na África —e levantando dúvidas sobre a viabilidade de um cessar-fogo sinalizado na semana passada. O conflito no Sudão se estende há dois anos e meio, com dezenas de milhares de mortes. As imagens vieram de Al-Fashir, cidade conquistada pelos rebeldes há duas semanas, e foram divulgadas por eles mesmos, reforçando acusações de genocídio na guerra que opõe as chamadas Forças de Suporte Rápido ao regime militar central. O Tribunal Penal Internacional disse que as denúncias podem configurar crimes de guerra. O conflito já deslocou 13 milhões de pessoas e levou fome aguda a mais de 25 milhões —situação que a ONU classifica como a pior do mundo. Por trás da guerra, há interesses econômicos, ligados à exploração do ouro, e há influência de países como Egito, Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Rússia. O Café da Manhã desta terça-feira (11) explica a guerra e a crise humanitária no Sudão. O historiador Rafael Almeida, doutor em políticas públicas que estuda o país e trabalhou com a proteção de civis pela ONU no Sudão do Sul, analisa as raízes do conflito, trata de interesses internos e externos e discute por que essa guerra não recebe muita atenção. O programa de áudio é publicado no Spotify, serviço de streaming parceiro da Folha na iniciativa e que é especializado em música, podcast e vídeo. É possível ouvir o episódio clicando acima. Para acessar no aplicativo, basta se cadastrar gratuitamente. O Café da Manhã é publicado de segunda a sexta-feira, sempre no começo do dia. O episódio é apresentado pelas jornalistas Gabriela Mayer e Magê Flores. A produção é de Gustavo Luiz, Gustavo Simon e Laura Lewer. A edição de som é de Thomé Granemann.
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