As mulheres sul-africanas fizeram uma greve de um dia, na véspera da abertura do encontro do G20 em Joanesburgo, para chamar a atenção para a violência de gênero na África do Sul. O “Women’s Shutdown”, como foi chamado o movimento, pedia às mulheres que, por 24 horas, não trabalhassem, não gastassem dinheiro, deitassem no chão durante 15 minutos ao meio-dia, vestissem roupas pretas e mudassem para roxo a cor das fotos de perfil nas redes sociais. Até o início da tarde (manhã no horário do Brasil) não haviam sido divulgados números que permitissem avaliar o grau de adesão ao protesto, mas em vários pontos de Joanesburgo cruzavam-se grupos de mulheres vestidas de preto, com cartazes na mão e gritando slogans contra o que é conhecido no país como GBV —”gender-based violence”, violência baseada no gênero. Os 15 minutos para permanecerem deitadas são referência a uma estatística segundo a qual 15 mulheres são assassinadas todos os dias na África do Sul. Na quinta (20), o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, afirmou que a GBV e os feminicídios serão classificados como “desastre nacional”. O anúncio foi feito durante a Cúpula Social, um dos eventos da programação do G20.
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