O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta sexta-feira (5) o primeiro “Prêmio da Paz” da Fifa, em mais um gesto que simboliza a aproximação entre o republicano e Gianni Infantino, dirigente da entidade máxima do futebol. “É uma das maiores honras da minha vida. Muito mais do que palavras podem expressar. Salvamos muitas pessoas, no Congo, por exemplo”, afirmou Trump, ao citar supostos avanços para encerrar conflitos em Gaza, na Ucrânia e na República Democrática do Congo. Infantino já defendera publicamente que Trump deveria receber o Nobel da Paz por sua atuação no cessar-fogo entre Israel e Hamas, embora o prêmio deste ano tenha sido concedido à líder da oposição venezuelana, María Corina Machado. A homenagem, porém, ocorre em meio a uma escalada de tensão entre Washington e Caracas. Nos últimos dias, Trump determinou que o espaço aéreo venezuelano seja tratado como “fechado em sua totalidade”, medida que o governo Nicolás Maduro classificou como “ameaça colonialista” e violação de soberania. O presidente dos EUA também reiterou que “não descarta nenhuma opção”, inclusive uma operação militar terrestre sob o argumento de combater o narcotráfico.
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