O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reuniu-se nesta segunda-feira, 8, em Londres, com Emmanuel Macron, Friedrich Merz e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer. O encontro foi tratado como um “momento decisivo” para os aliados europeus, que tentam fortalecer a posição de Kiev em meio à pressão dos Estados Unidos para encerrar a guerra iniciada pela Rússia. A reunião ocorreu na residência oficial do premiê britânico, em Downing Street. Segundo a Associated Press, o objetivo foi alinhar a estratégia europeia diante da “crescente impaciência” do presidente dos EUA, Donald Trump, que tem pressionado por um acordo. O porta-voz de Starmer, Tom Wells, afirmou que as negociações avançaram como nunca nos últimos quatro anos, mas ponderou que “não há uma linha reta entre conflito e paz”. Ele destacou que o trabalho continuará nos próximos dias e que ainda existem pontos em aberto. O gabinete de Emmanuel Macron informou que o encontro permitiu aos líderes avaliar o plano apresentado pelos Estados Unidos e discutir como complementá-lo com contribuições europeias, sempre em coordenação com a Ucrânia. Na noite anterior, Trump demonstrou frustração ao afirmar que Zelensky “ainda não leu a proposta”. Segundo ele, “a Rússia concorda”, embora não tenha explicado como chegou a essa conclusão nem quem, exatamente, do lado russo teria apoiado o projeto. Kiev tem mantido discrição sobre as tratativas e divulgado poucos detalhes até o momento. Antes do encontro, Starmer, Macron e Merz destacaram publicamente o apoio à Ucrânia. O premiê britânico afirmou que o processo para um acordo de paz está em um “estágio crítico” e reforçou que é necessário buscar “um cessar-fogo justo e duradouro”. Rússia faz novo mega-ataque à Ucrânia e provoca apagões em meio a negociação de paz O Exército ucraniano afirma que foram lançados 653 drones e 51 mísseis contra seu território durante a madrugada; 585 drones e 30 mísseis foram derrubados, ainda segundo os militares. Mais tarde, as Forças Armadas de Kiev disseram ter atingido uma refinaria de petróleo em Riazan, próximo a Moscou, sem fornecer mais detalhes. Folhapress | 12:30 – 06/12/2025
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