O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz (ao centro), ao lado de sua equipe de governo durante apresentação do pacote de reformas. (Foto: HANNIBAL HANSCHKE/EFE/EPA)
O chanceler alemão Friedrich Merz anunciou nesta quinta-feira (2) um pacote de reformas para reaquecer a economia e aumentar a competitividade. As medidas incluem cortes bilionários em impostos e a flexibilização de leis trabalhistas em um esforço da coalizão governista para evitar a estagnação.
Quais são as principais mudanças no imposto de renda?
O plano prevê um alívio de 10 bilhões de euros anuais no imposto de renda a partir de 2027, beneficiando especialmente quem tem rendas baixas e médias. Para equilibrar as contas, o governo vai cobrar mais de quem é muito rico: a alíquota máxima para as rendas mais altas do país subirá de 45% para 47%.
O que muda para o trabalhador que precisar de atestado médico?
As regras ficarão mais rígidas. O governo quer acabar com os atestados obtidos por telefone, uma facilidade criada na pandemia. Além disso, as empresas poderão exigir a apresentação do documento logo no primeiro dia de afastamento por doença, eliminando o prazo atual que permitia folgar até três dias antes de precisar comprovar a enfermidade.
Como o governo pretende reduzir a burocracia para as empresas?
A ideia é simplificar formulários e acelerar investimentos. Uma das novidades mais impactantes é a aprovação automática: se um órgão público não responder a um pedido de uma empresa em até quatro meses, a solicitação será considerada aprovada. Isso dá mais agilidade e previsibilidade para quem deseja investir no país.
O que está previsto sobre a idade de aposentadoria dos alemães?
O sistema passará por uma reforma para lidar com o envelhecimento da população. A partir de 2031, a idade mínima para se aposentar será vinculada à expectativa de vida. Na prática, se as pessoas viverem mais tempo, precisarão trabalhar mais. Estimativas sugerem que o limite, que hoje é de 67 anos, possa chegar perto dos 70 nas próximas décadas.
Qual foi a reação dos sindicatos e do setor produtivo?
Houve divisão. Enquanto grandes bancos e seguradoras elogiaram o foco na competitividade, os sindicatos reagiram mal. Representantes dos trabalhadores afirmam que as novas regras para atestados médicos criam uma cultura de desconfiança e que a maior facilidade para demitir funcionários com salários altos ataca direitos conquistados.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.


