O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tornou a ameaçar a ditadura de Nicolás Maduro em meio à operação americana que impõe um bloqueio naval contra a Venezuela. O regime venezuelano acusa os EUA de usar a operação como uma manobra para derrubar Maduro. Questionado por jornalistas sobre este tema durante evento em Mar-a-Lago, residência de Trump na Flórida, o presidente disse que a resposta depende do ditador. “Isso depende dele, do que ele queira fazer. Acho que seria inteligente da parte dele fazer isso. Se ele se mostrar duro, será a última vez que poderá fazê-lo”, acrescentou, em tom de ameaça. O ditador Nicolás Maduro respondeu pouco tempo depois dizendo que Trump “estaria melhor” se “focasse os problemas” dos Estados Unidos e não se concentrasse tanto na Venezuela. “Penso que o presidente Trump poderia fazer melhor em seu país e no mundo”, afirmou Maduro em transmissão feita pela TV estatal, na qual lembrou a conversa “cordial” por telefone que teve com o americano em 21 de novembro. “Não é possível que 70% de seus discursos e declarações sejam [sobre] a Venezuela. Mas e os Estados Unidos?”, disse Maduro. Também nesta segunda, dezenas de motociclistas vestidos de piratas circularam em Caracas para protestar contra a apreensão de navios pelos Estados Unidos. “Saímos para repudiar o maior pirata do Caribe”, disse Manuel Rincón, um dos manifestantes da caravana, que exibia faixas com frases em inglês como “no war, yes peace” (não à guerra, sim à paz). A fala de Trump ocorreu durante anúncio de planos para construir uma nova “classe Trump” de navios de guerra que, segundo ele, serão maiores, mais rápidos e “cem vezes mais poderosos” do que qualquer outro anterior. A iniciativa se chama Golden Fleet (frota dourada) e começaria com a construção de dois desses navios de guerra, para depois ser expandido e abranger de 20 a 25 novas embarcações.A construção planejada de navios de guerra resultará em “mais tonelagem e poder de fogo em construção do que em qualquer momento da história”, disse o secretário da Marinha dos EUA, John Phelan, acrescentando que os componentes seriam fabricados em todos os estados dos EUA e exclusivamente com aço americano. Ele afirmou que os navios de guerra não apenas apresentariam os “maiores canhões” já transportados em um navio de guerra americano, mas também carregariam mísseis de cruzeiro lançados do mar com armamento nuclear. O primeiro dos novos navios de guerra será batizado de USS Defiant. Além da nova classe de navios de guerra, a Frota Dourada prevê um aumento no número de outros tipos de embarcações de guerra, incluindo uma classe de fragatas menores e mais ágeis previamente anunciada pela Marinha dos EUA, disse Trump. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo No sábado (20), a Marinha tentou interceptar o petroleiro Bella 1, sancionado desde o ano passado pelos Estados Unidos por transportar petróleo iraniano. De acordo com as Forças Armadas, a embarcação se recusou a passar por inspeção e iniciou uma manobra de fuga. O petroleiro emitiu mais de 75 alertas de socorro para navios nas proximidades até a noite de domingo (21). Durante a apresentação, Trump disse que o governo americano vai ficar com os navios e o petróleo apreendidos nas proximidades da Venezuela. O governo americano acusa o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, de chefiar um cartel de narcotráfico. Além disso, o republicano voltou a afirmar que os Estados Unidos precisam assumir o território da Groenlândia, não por seus minerais críticos mas por razões de segurança nacional. Ele nomeou o governador da Louisiana, Jeff Landry, como enviado especial à ilha, que pertence à Dinamarca. Em resposta, o país europeu deve convocar o embaixador americano para prestar explicações. Também nesta segunda, o Departamento de Estado americano aprovou a possível venda de mísseis de médio alcance avançados e equipamentos à Dinamarca, em um negócio estimado em US$ 951 milhões, informou o Pentágono.
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