Taiwan condenou na noite desta segunda-feira (28) o que classificou como “intimidação militar” da China, após Pequim realizar grandes exercícios militares nas proximidades da ilha. “Em resposta ao desrespeito das autoridades chinesas às normas internacionais e ao uso da intimidação militar para ameaçar países vizinhos, Taiwan expressa sua forte condenação”, afirmou a porta-voz do Gabinete Presidencial, Karen Kuo, em comunicado. Segundo autoridades chinesas, estão sendo realizados “treinamentos com fogo real contra alvos marítimos ao norte e a sudoeste de Taiwan”, em manobras de grande escala que envolvem destróieres, fragatas, caças, bombardeiros e drones. A ação têm como objetivo enviar “um firme alerta às forças separatistas pela independência de Taiwan” e constituem “uma ação legítima e necessária para salvaguardar a soberania e a unidade nacional da China”. A declaração foi feita pelo porta-voz militar, coronel Shi Yi. “Por razões de segurança, recomenda-se que qualquer navio ou aeronave não relacionados evitem ingressar nas águas e no espaço aéreo acima mencionados”, acrescenta o comunicado de Pequim. A mobilização em larga escala ocorre após semanas de tensões entre a China e o Japão, iniciadas por comentários que sugerem um potencial apoio japonês a Taiwan no caso de um futuro conflito armado. A mobilização militar também ocorre após a mais recente venda de armas dos Estados Unidos a Taiwan, que provocou forte reação de Pequim. Na semana passada, a China anunciou sanções contra 20 empresas do setor de defesa americano, incluindo uma subsidiária da Boeing, em retaliação à autorização de Washington para a venda de um pacote de armamentos avaliado em US$ 11 bilhões à ilha. As sanções foram anunciadas pelo Ministério das Relações Exteriores da China na sexta-feira (26). Pequim afirmou que a medida responde à cooperação militar entre Estados Unidos e Taiwan, território que o governo chinês considera parte integrante de seu país, e reiterou oposição a qualquer apoio externo ao governo taiwanês.
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