O Exército de Israel afirmou, nesta segunda-feira (26), que identificou e repatriou o corpo de Ran Gvili, o último refém do Hamas na Faixa de Gaza —evento que o grupo terrorista afirmou ser uma demonstração do seu compromisso com o cessar-fogo. Na véspera, Tel Aviv já havia informado que suas tropas estavam vasculhando um cemitério no norte do território palestino em busca dos restos mortais do israelense. Gvili era um funcionário da unidade de elite da polícia israelense, a Yasam, e tinha 24 anos no dia em que o Hamas lançou o ataque sem precedentes que desencadeou a guerra em Gaza, em 7 de outubro de 2023. “Após o processo de identificação realizado pelo Centro Forense Nacional, em colaboração com a polícia israelense e o rabinato militar, representantes [do Exército israelense] informaram à família do refém Ran Gvili (…) que seu ente querido havia sido formalmente identificado e repatriado para seu sepultamento”, disseram os militares. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo O primeiro-ministro Binyamin Netanyahu afirmou que a repatriação é uma “conquista tremenda para as Forças de Defesa de Israel, para o Estado de Israel e também para os cidadãos de Israel”. “Prometemos, e eu prometi, trazer todos de volta. Nós trouxemos todos de volta”, declarou a jornalistas no Parlamento. “Rani, herói de Israel, foi o primeiro a entrar e o último a sair. Agora, retorna para casa”, prosseguiu Netanyahu, utilizando a mesma frase que a mãe do refém, Talik Gvili. No dia do ataque, Gvili estava de licença médica, mas decidiu sair de casa com sua arma pessoal, ficou ferido e morreu em combates com membros do Hamas no kibutz de Alumim, segundo relatos. Seu corpo, então, foi levado para Gaza. O Fórum de Famílias de Reféns e Desaparecidos, que representa a maioria dos familiares em Israel, também celebrou o retorno de Gvili. A primeira fase do acordo de cessar-fogo, impulsionado pelos Estados Unidos, estipulava os 251 reféns levados para Gaza no ataque de 2023 fossem devolvidos. O porta-voz da facção, Hazem Qassem, afirmou que o retorno a Israel dos restos mortais de Gvili “confirma o compromisso do Hamas com todos os requisitos do acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza, incluindo o processo de troca de prisioneiros”. “O Hamas continuará a cumprir todos os aspectos do acordo, incluindo facilitar o trabalho do Comitê Nacional para a Administração de Gaza e garantir seu sucesso. Apelamos aos mediadores e aos Estados Unidos para que obriguem a ocupação [Israel] a parar de violar o acordo e a cumprir as obrigações que lhe são exigidas”, continuou. O ataque do Hamas no sul de Israel deixou 1.221 mortos, segundo um balanço da agência de notícias AFP baseado em cifras oficiais israelenses. A subsequente guerra em Gaza deixou pelo menos 71.657 mortos, segundo dados do Ministério da Saúde do território, regido pelo Hamas, que são considerados confiáveis pela ONU.
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