O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quinta-feira (5) que a volta do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro ao seu país de origem não é prioridade. Maduro foi capturado por tropas americanas durante invasão da Venezuela pelo governo Donald Trump em 3 de janeiro deste ano, há cerca de um mês. Maduro está preso em Nova York com a mulher, Cilia Flores, onde autoridades americanas planejam julgá-lo por narcoterrorismo e outros crimes. O ex-ditador se declarou inocente em uma primeira audiência perante a Justiça dos EUA. Lula foi perguntado, em entrevista ao portal UOL, se havia algo a ser feito para que Maduro e Cilia voltassem à Venezuela, e para o país retomar o poder sobre a extração de petróleo –a economia venezuelana está sob uma espécie de tutela americana. “Essa não é a preocupação principal. A preocupação principal é o seguinte: há possibilidade de a gente fortalecer a democracia na Venezuela, e o povo da Venezuela, 8,4 milhões pessoas que estão fora, voltar para a Venezuela?”, disse o presidente. O petista afirmou que o que está em jogo é a qualidade de vida do povo venezuelano e assuntos como a produção de petróleo no país. Lula tem um histórico de proximidade com o chavismo, movimento político criado pelo ex-presidente venezuelano Hugo Chávez, antecessor de Maduro. A associação com o regime venezuelano causou desgaste ao petista na política interna em diversos momentos. Lula se afastou do chavismo nos últimos anos —especialmente após as eleições de 2024, em que Maduro declarou vitória apesar de acusações de fraude.
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