O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, em entrevista a jornalistas, afirmou que os canadenses superariam o trauma do ataque a tiros em uma escola na província de Colúmbia Britânica, na costa oeste —nove pessoas, além da suspeita de ser a atiradora, morreram no ataque, um dos piores do tipo na história recente do país. “Vamos superar isso. Vamos aprender com isso”, disse Carney aos repórteres, parecendo estar contendo a emoção ao falar sobre o assunto. “Mas agora é hora de nos unirmos, como os canadenses sempre fazem nessas situações, nessas situações terríveis, para apoiar uns aos outros, para chorar juntos e para crescer juntos.” Carney afirmou que o ministro da Segurança Pública, Gary Anandasangaree, estava a caminho da comunidade de Tumbler Ridge, onde ocorreu o ataque. O primeiro-ministro, que adiou uma viagem à Europa, disse que ordenou que as bandeiras em todos os prédios do governo sejam hasteadas a meio mastro pelos próximos sete dias. Mais tarde, em pronunciamento ao Parlamento, ele condenou novamente o incidente. “Essas crianças e seus professores testemunharam uma crueldade sem precedentes. Quero que todos saibam: todo o nosso país está com vocês, em nome de todos os canadenses”, disse. “O ocorrido deixou nossa nação em choque e todos nós em luto.” Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo Vários líderes mundiais proeminentes enviaram mensagens de condolências ao Canadá. O rei Charles 3º, chefe de Estado do Canadá, disse estar “profundamente chocado e entristecido” com o ataque. “Só podemos começar a imaginar a terrível sombra que agora desceu sobre Tumbler Ridge”, disse ele em um comunicado divulgado por seu gabinete. Ataque está entre os mais mortais da história canadense A polícia disse que a suspeita, descrita como “uma mulher de vestido com cabelo castanho”, havia matado a tiros seis pessoas na escola em Tumbler Ridge, um município remoto com uma população de cerca de 2.400 pessoas no sopé das Montanhas Rochosas. Mais duas pessoas foram encontradas mortas em uma residência que se acredita estar conectada ao incidente, e outra pessoa morreu a caminho do hospital. A suspeita de ser a atiradora também foi encontrada morta pelo que parecia ser um ferimento autoinfligido, segundo a polícia. Pelo menos outras duas pessoas foram hospitalizadas com ferimentos graves. O ataque está entre os mais mortais da história canadense. O Canadá tem leis de armas mais rígidas do que os Estados Unidos, que vive há anos grave crise de violência por armas, em particular em escolas, mas os canadenses podem possuir armas de fogo sob licença. “Não existe uma palavra na língua inglesa forte o suficiente para descrever o nível de devastação que esta comunidade vivenciou”, disse Larry Neufeld, um legislador provincial. “Vai ser preciso um esforço significativo e uma coragem significativa para reparar esse terror”, disse ele à CBC News. Em abril de 2020, um homem de 51 anos disfarçado com um uniforme policial e dirigindo um carro de polícia falso atirou e matou 22 pessoas em um massacre que durou 13 horas na província de Nova Escócia, na costa leste, antes de ser morto pela polícia em um posto de gasolina. No pior ataque a tiros em ambiente escolar do Canadá, em dezembro de 1989, um atirador matou 14 estudantes mulheres e feriu 13 na Escola Politécnica em Montreal, no Quebec, antes de cometer suicídio.
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