Um homem foi morto a tiros por policiais ao tentar esfaquear um dos músicos de uma banda militar que se apresentava sob o Arco do Triunfo, um dos principais monumentos de Paris. O incidente ocorreu às 18h locais (14h de Brasília) desta sexta-feira (13), na hora da tradicional cerimônia de renovação da chama do túmulo do Soldado Desconhecido. Os antecedentes do agressor apontam para um possível atentado terrorista. A procuradoria antiterrorismo da França foi encarregada do caso. O presidente Emmanuel Macron, que está na Alemanha para uma conferência, qualificou o atentado como terrorista em post nas redes sociais. “Saúdo a coragem e o sangue frio exemplares dos nossos policiais e militares: eles puseram fim ao ataque e evitaram o pior”, escreveu. Ao correr em direção à banda, o autor do ataque, um francês identificado como Brahim B., foi atingido por vários tiros disparados pelos policiais militares que faziam a segurança do monumento. Ele morreu horas depois no hospital Georges Pompidou, próximo à Torre Eiffel. O músico da Guarda Republicana sofreu ferimentos leves. Até o início da noite, não se sabia a motivação do ataque, segundo o ministro do Interior, Laurent Nuñez. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo Nascido em 1978, Brahim morava em Aulnay-sous-Bois, cidade da periferia norte de Paris, segundo a imprensa francesa. Em 2013, foi condenado a 17 anos de prisão na Bélgica, por tentativa de assassinato de três policiais, no ano anterior, na cidade de Molenbeek. O homem cumpria a obrigação de comparecer diariamente à delegacia local, e teria saído da prisão há dois meses. Segundo o site da revista Le Point, 15 minutos antes do atentado Brahim teria ligado para a polícia avisando que ia “atirar em alguém armado”. Na época do julgamento pelo crime que foi preso, teria dito que queria se vingar dos belgas pela proibição da burca, véu que cobre todo o corpo feminino usado em alguns países muçulmanos e proibido em parte da Europa, seja por representar a submissão da mulher, seja por dissimular o rosto de quem o usa. A polícia fechou o acesso ao local. O trânsito na praça de l’Étoile, onde fica o Arco do Triunfo, em uma das extremidades da avenida Champs-Elysées, foi interrompido por algumas horas.
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