O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, condenou nesta terça-feira (3) a escalada dos conflitos entre Israel, Estados Unidos e Irã e pediu a adoção de “todas as medidas possíveis” para proteger civis. Türk destacou o ataque a uma escola primária em Minab, no sul do Irã, que matou dezenas de meninas, e pediu uma investigação “rápida, imparcial e minuciosa” sobre as circunstâncias do ocorrido. “Cabe às forças que realizaram o ataque investigá-lo. Apelamos para que tornem públicas as conclusões e assegurem responsabilização e reparação às vítimas”, afirmou a porta-voz do alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Ravina Shamdasani. No sábado (28), os ataques de Israel e Estados Unidos atingiram uma escola em Minab, sul do Irã, deixando mais de 150 estudantes mortas, segundo a agência estatal iraniana Irna. Mais de 90 crianças ficaram feridas. O caso aconteceu pela manhã, enquanto as alunas estavam em aula, segundo a agência de notícias. Além da proteção dos civis, o alto comissário pediu o retorno à mesa de negociações, que, segundo ele, é a única maneira de “pôr fim às mortes, à destruição e ao desespero”. “O alto comissário implora a todas as partes que recuperem o bom senso e ponham fim a essa violência. Ele conclama os Estados a defenderem e respeitarem a Carta das Nações Unidas, o direito internacional dos direitos humanos e o direito internacional humanitário”, afirmou Ravina Shamdasani.
Ultimas Noticias
- Derrota de Trump coloca em xeque relação histórica dos EUA com Israel
- Brasil no Mundoanalisa eleições nos EUA e geopolítica internacional
- Presidente do Paraguai renuncia em meio à crise bancária; vice assume
- Entenda as eleições de meio de mandato do presidente nos EUA
- Escândalo no Ueno Bank provoca processo de impeachment contra Santiago Peña
- Rubio diz que não vai sair do governo Trump e evita falar sobre candidatura presidencial em 2028
- Como um escândalo financeiro ameaça derrubar Peña e redesenhar o poder no Paraguai
- Oposição ganha força nos Estados Unidos e pressiona política externa de Trump


