Um juiz da Espanha decidiu encerrar, nesta segunda-feira (13), as investigações contra a primeira-dama do país, Begoña Gómez, e acusá-la de peculato, tráfico de influência, corrupção e apropriação indevida de marca registrada. Agora, a esposa do premiê Pedro Sánchez, que acompanha o marido em uma viagem oficial à China, tem cinco dias para apresentar argumentos. O juiz Juan Carlos Peinado, lidera, desde abril de 2024, o processo contra Begoña Gómez, que sempre negou qualquer irregularidade. Peinado investiga se Gómez, que dirigiu até o início de 2024 um mestrado em gestão na Universidade Complutense de Madri, se beneficiou da posição de seu marido para obter financiamento. A investigação começou após uma denúncia do sindicato de funcionários públicos Manos Limpias (mãos limpas), ligado à ultradireita espanhola. A entidade afirmava que a mulher do primeiro-ministro havia usado sua posição para favorecer um empresário, assinando cartas de recomendação que supostamente o teriam ajudado a conseguir mais de € 10 milhões (R$ 64 milhões) em contratos públicos financiados com fundos europeus. Ao longo das instruções, Peinado foi ampliando a lista de crimes que suspeita que Gómez tenha cometido no caso, aberto inicialmente com base apenas em evidências levantadas em reportagens sobre o suposto esquema. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo O magistrado também investiga a assistente da primeira-dama, contratada para apoiá-la em suas atividades como esposa do premiê, mas que o juiz presume que também a ajudou nas suas atividades profissionais externas. No fim de fevereiro, um tribunal de Madri anulou a decisão de julgar a esposa de Sánchez ao considerar que a medida foi tomada de forma “prematura” —embora a anulação não tenha barrado a investigação, que continuou aberta. O tribunal de Madri determinou a volta do processo “à fase de diligências prévias”. A partir da determinação do tribunal, Peinado precisava decidir se emitiria uma nova acusação contra a esposa de Sánchez. O caso opõe, há meses, Peinado e o Ministério Público, que pede o arquivamento da denúncia, e gerou irritação em Sánchez, que manteve o país em suspense durante vários dias ao ponderar se renunciava, o que não fez. O dirigente socialista denuncia o que chama ed campanha de difamação orquestrada pela extrema direita e pela oposição de direita. O caso de sua esposa é um dos processos judiciais que cercam Sánchez, a quem a oposição pede constantemente que renuncie.
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