Uma francesa de 85 anos que passou 16 dias detida pela imigração dos Estados Unidos retornou à França nesta sexta-feira (17). Jean-Noël Barrot, ministro das Relações Exteriores do país europeu, anunciou o retorno de Marie-Thérèse Ross-Mahé e afirmou que “houve atos de violência” no caso que preocupam o governo francês. “O mais importante é que ela está de volta à França. E isso nos satisfaz plenamente”, disse. Ross-Mahé foi recebida no aeroporto de Paris por seus três filhos adultos. Ela ainda estava vestindo roupas de prisão —sapatos alaranjados, calça de moletom e um suéter cinza— cheias de manchas e buracos, segundo um de seus filhos. A mulher estava em estado de choque e exausta após o ocorrido. Ela é cidadã francesa e se mudou para Anniston, no estado do Alabama, no ano passado, após se casar com um ex-soldado americano, chamado Bill Ross, que havia conhecido décadas antes, quando ambos eram jovens e trabalhavam em uma base da Otan, a aliança militar liderada pelos EUA, no oeste da França. Eles mantiveram contato por anos e, depois que ficaram viúvos, um romance à distância surgiu. Após o casamento, ela havia iniciado o processo formal de imigração. Mas Ross morreu em janeiro, de forma inesperada, e então começaram os problemas para Ross-Mahé. Ele não deixou testamento, e uma disputa acirrada teve início com seus dois filhos adultos. Alguns meses depois, na manhã de 1º de abril, Ross-Mahé foi presa por autoridades de imigração e retirada de sua casa em Anniston. Ela vestia apenas camisola, roupão e roupa íntima. Um juiz que supervisionava a herança de Ross afirmou que um dos filhos dele —um ex-policial estadual do Alabama, agora trabalhando em um tribunal federal em Anniston— foi responsável pela prisão. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo
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