Os países da União Europeia tentarão aprovar definitivamente na quarta-feira (22) um empréstimo de € 90 bilhões (R$ 528 bilhões) para a Ucrânia, que até agora estava bloqueado pela Hungria, informou uma autoridade do Chipre. O primeiro-ministro húngaro em fim de mandato, Viktor Orbán, havia bloqueado o empréstimo como medida de pressão em uma disputa com a Ucrânia por um oleoduto danificado que transporta petróleo russo. No entanto, na semana passada, Kiev anunciou que o oleoduto será reaberto no final de abril, razão pela qual Orbán reiterou que seu país está disposto a retirar o veto quando o fornecimento de petróleo for restabelecido. “O último elemento necessário para permitir o desembolso do empréstimo de € 90 bilhões para a Ucrânia” estará na ordem do dia quando os diplomatas dos 27 Estados-membros da UE se reunirem na quarta-feira, declarou nesta segunda-feira (20) um porta-voz do Chipre, que exerce a presidência rotativa da UE. Esse avanço ocorre pouco mais de uma semana depois de Orbán, aliado da Rússia, ter perdido as eleições legislativas para seu rival conservador pró-Europa, Péter Magyar, que prometeu recompor os laços com o bloco de Bruxelas. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo O bloqueio de Orbán ao empréstimo que a Ucrânia precisa urgentemente para cobrir déficits orçamentários gerou tensões diplomáticas com os demais líderes da UE. O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta segunda estar “razoavelmente otimista” de que o empréstimo à Ucrânia possa ser desbloqueado após a derrota de Orbán. Com a saída do premiê húngaro, “podemos estar razoavelmente otimistas quanto ao bom andamento e à implementação” do empréstimo, disse Macron a jornalistas na Polônia.
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