Com uma área menor que Fernando de Noronha, o pequeno país de Nauru, na Oceania, está em processo de mudança de nome oficial. O antigo protetorado alemão no Pacífico deve passar a se chamar “Naoero”. A mudança foi aprovada pelo Parlamento da nação na última terça-feira (12) e deve ser confirmada em referendo, segundo a emissora neozelandesa RNZ. A medida faz parte de um esforço do governo para se desvincular do que considera ser um resquício de seu passado colonial. A nação ainda deve realizar um referendo para validar a decisão do governo, que, só então, pode proceder com a mudança na Constituição. As autoridades responsáveis ainda não divulgaram a data da consulta pública. A proposta de alteração foi apresentada pela primeira vez em janeiro pelo presidente David Adeang. Por que mudar? Segundo o governo, o nome “Nauru” surgiu porque “línguas estrangeiras” distorceram o idioma local durante o período colonial. A língua nativa do país é o “Dorerin Naoero”, falado pela maioria de seus quase 10 mil habitantes, assim como o inglês. “O nome Nauru surgiu porque Naoero não podia ser pronunciado corretamente por falantes estrangeiros e foi alterado não por escolha nossa, mas por conveniência”, afirmou o governo em comunicado. De acordo com o presidente Adeang, a mudança “representaria de forma mais fiel” a herança, a língua e a identidade nacional. Passado colonial Nauru é a menor república insular do mundo, com apenas 21 quilômetros quadrados. Do final da década de 1880 até a Primeira Guerra Mundial, o território foi reivindicado pela Alemanha como protetorado. A ilha no Pacífico Sul foi então ocupada por tropas australianas e passou a ser administrada conjuntamente por Austrália, Reino Unido e Nova Zelândia, até conquistar a independência em 1968. As potências coloniais exploraram as jazidas de fosfato de alta pureza da ilha, utilizadas como fertilizante. Mesmo após a independência, a mineração continuou e impulsionou um rápido crescimento econômico. No entanto, as reservas se esgotaram, deixando o interior do país árido e praticamente inabitável.
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