A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta quarta-feira (30) que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) apague de suas redes sociais, no prazo de 24 horas, uma postagem que retirou de contexto uma fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição. A ministra atendeu ao pedido liminar protocolado pela campanha de Lula, após Nikolas deturpar uma fala do presidente sobre exames de saúde preventivos em mulheres, dando a ela uma conotação sexual. Na segunda-feira (28), Lula fez um comício em Belém e convocou os homens a realizar exames de próstata. Segundo o presidente, enquanto os homens resistem a realizar exames urológicos, as mulheres “aprendem a tomar toque desde pequenas”, em referência aos exames ginecológicos de rotina. Na postagem, o parlamentar inseriu o vídeo da fala de Lula e disse: “Menina pequena não aprende a tomar toque nenhum, Lula!”. Ao analisar o caso, a ministra entendeu que o deputado promoveu desinformação para levar à conclusão de que o presidente estaria avalizando crimes contra crianças e adolescentes. “A publicação impugnada não se limita à crítica política nem à discordância quanto à adequação da expressão utilizada. Ao desenvolver o raciocínio constante na mídia impugnada, o representado introduz conotação inteiramente diversa daquela presente no discurso original, deslocando a discussão do campo da saúde pública para o campo de diversas condutas delituosas”, afirmou a ministra. Em caso de descumprimento, Nikolas poderá ser condenado ao pagamento de multa, que será fixada posteriormente.
Ultimas Noticias
- Mega-Sena sorteia prêmio acumulado de R$ 75 milhões nesta quinta-feira
- Pix por aproximação deixa de ter teto de R$ 500 a partir desta quinta
- Vorcaro depõe à PF e nega existência de grupo criminoso A Turma
- Cristiano Ronaldo deixa seleção de Portugal após fala de Jorge Jesus
- Mês de outubro começa com formação de novo ciclone extratropical
- TSE forma maioria para manter retirada de posts sobre Nossa Senhora
- Percentual de jovens nem-nem no Brasil cai para 22,4%, mostra estudo
- Reportagem da Agência Brasil fica em 3º lugar no Prêmio Radar Saúde


