Regime iraniano, porém, alertou para ataques mais severos caso Israel continue com os ataques contra o Líbano © Getty Images SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Exército do Irã anunciou na manhã desta segunda-feira (8) o fim dos ataques contra Israel após a violação do cessar-fogo que estava em vigor desde abril. Governo israelense não se pronunciou até o momento sobre a continuidade dos bombardeiros de sua parte. As ofensivas iranianas, retomadas no final de semana, estão encerradas. O Quartel-General Central Hazrat Khatam al-Anbiya disse à agência Fars que o país deu uma “resposta dolorosa à Israel” e agora encerra as operações militares. Teerã diz esperar que Israel e os EUA tenham “aprendido uma lição”. O governo iraniano enfatiza que as retaliações foram “em resposta às agressões e atrocidades do regime sionista sanguinário no sul do Líbano e na região de Dahiyeh, que ocorreram com o apoio dos Estados Unidos criminosos”. Militares iranianos, no entanto, alertaram que podem retomar ataques se Israel prosseguir. “Enfatiza-se que, caso as agressões e malfeitorias continuem, incluindo no sul do Líbano, medidas muito mais severas e devastadoras do que as anteriores estarão a caminho.” Mais cedo, Donald Trump pediu que os dois países parassem. “Israel e Irã devem parar imediatamente os disparos”, escreveu em uma publicação na Truth Social. Presidente dos EUA afirmou ainda que Israel e Irã estavam buscando um cessar-fogo imediato. Segundo ele, as negociações finais de paz estão em andamento, “sujeitas a possíveis obstáculos impostos pela ignorância ou estupidez”. O líder acrescentou que as coisas “andariam rápido”. Teerã afirma que os novos bombardeios com Israel tendem a agravar um processo diplomático que descreve como “caótico”. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, disse que o país troca mensagens com os EUA em um ambiente de “extrema suspeita”. Irã chegou a culpar o governo americano pela violação de paz. Para ele, os EUA, por serem signatários do cessar-fogo, têm responsabilidade direta por violações do acordo, inclusive por ataques atribuídos a Israel. VIOLAÇÃO DE TRÉGUA A nova onda de violência começou após Israel bombardear a capital do Líbano. O Irã considerou o ataque contra Beirute, que mirou o Hezbollah, uma violação de limites toleráveis e disparou 11 mísseis contra Israel no domingo (7). As ações militares colocam em risco o acordo de paz negociado pelos Estados Unidos. Trump vinha mediando conversas para encerrar o conflito e planejava assinar o tratado nesta semana. Nesta segunda-feira, Israel diz ter atingido uma planta petroquímica no sudoeste iraniano. O país fala que o complexo petroquímico de Mahshahr produzia materiais para a fabricação de mísseis balísticos, enquanto um funcionário provincial disse à agência de notícias semioficial iraniana Fars que partes da planta foram danificadas. As forças israelenses também disseram ter realizado um ataque em larga escala contra os sistemas de defesa iranianos. A mídia iraniana relatou sons de explosões em Teerã na segunda-feira, e a agência de notícias semioficial Mehr informou que as defesas aéreas abateram um drone sobre a capital. Não houve relatos imediatos de vítimas ou danos. Leia Também: Urnas fecham no Peru, e boca de urna aponta empate técnico entre Keiko e Sánchez Escolha o Notícias ao Minuto como fonte preferida no Google Receba as nossas notícias com mais destaque sempre que pesquisar no Google.
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