Israel lançou um novo ataque contra a cidade de Tiro, no sul do Líbano, nesta terça-feira (9), e matou ao menos oito pessoas, segundo autoridades libanesas. Na véspera, uma ofensiva israelense deixou 14 vítimas no país vizinho. O novo ataque ocorreu pouco depois de o Exército de Tel Aviv emitir uma ordem de retirada para toda a cidade, uma das maiories da região, e áreas vizinhas. Pela primeira vez desde o início da guerra, a ordem também incluiu o bairro cristão da histórica cidade portuária. Moradores formaram longas filas de veículos enquanto tentavam fugir da cidade. Equipes da Defesa Civil transportaram idosos para abrigos temporários. Segundo o governo, equipes de resgate continuavam procurando sobreviventes entre os escombros. O governo do premiê Binyamin Netanyahu tem afirmado que continuará realizando operações contra o grupoado Hezbollah, apesar das advertências do Irã e do próprio presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na segunda (8), Tel Aviv e Teerã interromperam os ataques diretos entre si após um apelo do líder americano. A continuidade da ofensiva no Líbano, no entanto, coloca em xeque o já frágil cessar-fogo e pode causar uma nova escalada do conflito na região. O Exército de Israel também informou que matou um homem armado nesta terça na região da Cordilheira de Ramim, no norte do país. Segundo os militates, ele terida cruzado a fronteira a partir do Líbano e disparado contra as tropas. Nenhum soldado ficou ferido. A República Islâmica afirmou que retomaria as ações militares caso Israel continuasse atacando seu aliado Hezbollah. Já o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que os subúrbios de Beirute, reduto da milícia, serão alvo de retaliações a cada ataque lançado contra o norte de Israel. “Rejeitamos categoricamente as ameaças do Irã. Qualquer tentativa iraniana de vincular Líbano e Irã e atacar Israel será enfrentada com grande força”, afirmou. Israel bombardeou redutos do Hezbollah em Beirute durante o fim de semana. Teerã retaliou, lançando um ataque com mísseis contra Israel. Teerã sustenta que qualquer solução para o conflito regional deve incluir o Líbano. A trégua reduziu significativamente os bombardeios, mas não encerrou os confrontos. Israel nunca interrompeu sua campanha militar no país. O governo do Líbano divulgou um balanço em que diz que o Exército israelense fez 3.491 ataques aéreos e 407 demolições desde a entrada em vigor da trégua mediada pelos EUA, em 17 de abril. A recusa de Israel em encerrar sua campanha militar no Líbano, como exige Teerã, tem dificultado os esforços de Trump para transformar a trégua entre israelenses e iranianos em um acordo mais duradouro. Na semana passada, os militares israelenses afirmaram que combatentes do Hezbollah estavam escondidos em Tiro. Nesta terça, Trump voltou a dizer que a negociação relacionada a um acordo de paz com o Irã está em sua “fase final”. Segundo ele, um entendimento poderá ser alcançado em “dois ou três dias”.
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