O Exército norte-americano confirmou ter até agora impedido a passagem de 139 navios mercantes pelo Estreito de Ormuz, cumprindo o encerramento do perímetro da zona decretado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump. © Lusa O bloqueio à passagem de navios com origem ou destino em portos iranianos continua em vigor, apesar de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter decidido na quinta-feira suspender os ataques contra a República Islâmica, alegando que os “últimos pontos” de um acordo preliminar com Teerã haviam sido aprovados. “As forças norte-americanas continuam aplicando rigorosamente o bloqueio ao Irã. Em conformidade com essas diretrizes, o CENTCOM desviou 139 navios mercantes e reteve nove embarcações desde 13 de abril”, informou a Marinha dos Estados Unidos em suas redes sociais. A tensão no Estreito de Ormuz permanece elevada, apesar do cessar-fogo em vigor por tempo indeterminado. Trump anunciou na quinta-feira a suspensão dos ataques planejados contra o Irã e afirmou que, após “conversas de alto nível” com autoridades iranianas, todas as partes aprovaram os “últimos pontos” de um acordo destinado a encerrar a guerra iniciada pela ofensiva conjunta de Israel e Estados Unidos contra o país há mais de três meses. O governo iraniano, por sua vez, declarou apenas que fará um anúncio oficial assim que as autoridades competentes concluírem a avaliação das negociações em andamento, mediadas pelo Paquistão. As conversas ocorrem após o cessar-fogo alcançado em 8 de abril, período que também foi marcado por recentes trocas de ataques. Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irã, justificando a ação pela postura inflexível de Teerã nas negociações para encerrar o enriquecimento de urânio dentro de seu programa nuclear, que o governo iraniano afirma ter fins exclusivamente civis. Em resposta aos ataques, o Irã fechou o Estreito de Ormuz, provocando impactos na economia global, e realizou ataques contra alvos em Israel, bases militares norte-americanas e infraestruturas civis em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque. O Paquistão passou a desempenhar um papel central como mediador do conflito que se espalhou pelo Oriente Médio, conseguindo negociar um cessar-fogo de duas semanas entre Teerã e Washington em 8 de abril. O acordo foi posteriormente prorrogado diversas vezes por Trump. O objetivo das negociações é avançar nas conversas indiretas para obter o fim das sanções internacionais impostas ao Irã e a retirada das tropas norte-americanas da região, em troca de um compromisso iraniano de não desenvolver armas nucleares e de garantir a livre navegação pelo Estreito de Ormuz. Por enquanto, Teerã mantém o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo bruto comercializado no mundo. Em contrapartida, Washington segue impedindo a passagem de navios que tenham origem ou destino em portos iranianos. Leia Também: Ancelotti lidera lista dos técnicos mais bem pagos Escolha o Notícias ao Minuto como fonte preferida no Google Receba as nossas notícias com mais destaque sempre que pesquisar no Google.
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