De acordo com o Centro Sismológico Euro-Mediterrânico (EMSC), o abalo sísmico teve magnitude 6 e ocorreu na região do Hindu Kush, no Afeganistão -área historicamente sujeita a atividade sísmica frequente devido à colisão entre placas tectônicas. Na medição do USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos), a magnitude foi 6,1. © Getty Images SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um terremoto de forte intensidade foi sentido em Cabul e em regiões do norte do Paquistão neste sábado (27), segundo testemunhas ouvidas pela agência de notícias Reuters. Moradores relataram tremores prolongados. De acordo com o Centro Sismológico Euro-Mediterrânico (EMSC), o abalo sísmico teve magnitude 6 e ocorreu na região do Hindu Kush, no Afeganistão -área historicamente sujeita a atividade sísmica frequente devido à colisão entre placas tectônicas. Na medição do USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos), a magnitude foi 6,1. Não há informações oficiais sobre vítimas ou danos materiais. Autoridades locais seguem avaliando a extensão do impacto em áreas urbanas e rurais dos países afetados. O episódio ocorre poucos dias após os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram a Venezuela, em 24 de junho, e deixaram ao menos 920 mortos, segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades locais, além de milhares de feridos e desaparecidos. Na Venezuela, os tremores provocaram o colapso de centenas de estruturas, com danos concentrados especialmente no estado costeiro de La Guaira e em áreas da região metropolitana de Caracas. O governo declarou estado de emergência, mobilizou forças militares para operações de resgate e restringiu o acesso a zonas mais afetadas, sob o argumento de priorizar equipes de salvamento. Os números de vítimas foram revisados sucessivamente ao longo dos dias, à medida que equipes alcançavam áreas isoladas e prédios colapsados, um padrão comum em grandes desastres sísmicos de alta intensidade. Autoridades também confirmaram a atuação de equipes internacionais de resgate e o envio de ajuda humanitária de diversos países. Os terremotos ocorrem devido ao movimento das placas tectônicas, grandes blocos da crosta terrestre que “flutuam” sobre o manto, camada mais quente e viscosa do interior do planeta. Quando essas placas se deslocam, podem se chocar, se afastar ou deslizar lateralmente, acumulando energia que é liberada de forma súbita na forma de ondas sísmicas. Regiões como o Hindu Kush estão entre as mais suscetíveis a esse tipo de evento por estarem próximas a zonas de colisão entre placas, onde forças geológicas intensas moldam cadeias montanhosas e geram falhas ativas na crosta. Esse mesmo tipo de dinâmica explica a recorrência de grandes terremotos em outras partes do mundo, como o Chile, o Japão e o Himalaia. Na Venezuela, por exemplo, terremotos recentes de grande magnitude também foram associados ao encontro entre a Placa Sul-Americana e a Placa do Caribe, em uma área marcada por falhas geológicas ativas. Esse tipo de configuração ajuda a explicar por que alguns países concentram eventos sísmicos mais frequentes e mais intensos. Especialistas destacam, porém, que apesar de o mecanismo físico ser bem conhecido, ainda não é possível prever com precisão quando um terremoto vai ocorrer ou qual será sua magnitude exata. Leia Também: Irã afirma ter atingido alvos ligados aos EUA, e Bahrein reporta ataque de drone Escolha o Notícias ao Minuto como fonte preferida no Google Receba as nossas notícias com mais destaque sempre que pesquisar no Google.
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