Este é o terceiro pior surto de ebola já registrado. O mais grave ocorreu na África Ocidental entre 2014 e 2016, com cerca de 11 mil mortes e 28 mil infecções. No leste do Congo, entre 2018 e 2020, outro surto deixou 2.299 mortos e 3.481 casos © Lusa O número de mortes por ebola no leste da República Democrática do Congo subiu para 438, segundo dados divulgados pelo governo congolês. O país registra 1.406 casos confirmados da doença. De acordo com o boletim mais recente do Ministério da Comunicação, com dados compilados até 30 de junho, a taxa de letalidade está em 31,2%. Ao todo, 609 pacientes estão em isolamento ou hospitalizados. O relatório, divulgado na noite de quarta-feira, também aponta que 192 pessoas se recuperaram da doença. A taxa de rastreamento de contatos chegou a 82,5%. O governo de Kinshasa afirma que a resposta ao surto vem sendo reforçada com o envio de veículos e ambulâncias, distribuição de medicamentos e equipamentos de proteção, além da ampliação de ações de comunicação e mobilização comunitária. O Instituto Nacional de Saúde Pública da República Democrática do Congo alertou, porém, que ainda há desafios relacionados à prevenção, ao acesso aos serviços de saúde e à detecção de possíveis novos casos em áreas ainda não identificadas. Segundo o órgão, a disseminação geográfica da doença exige investigação mais aprofundada. O surto de ebola foi declarado oficialmente em 15 de maio, na província de Ituri, que faz fronteira com Uganda e Sudão do Sul. Desde então, a doença se espalhou para as províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul, também no leste do país. A epidemia também chegou a Uganda, onde foram identificadas 20 infecções. Desse total, 15 casos são considerados ligados à República Democrática do Congo. Duas mortes foram registradas no país vizinho. Na França, o governo confirmou o primeiro caso positivo da doença em um médico que havia retornado de uma missão na República Democrática do Congo. A epidemia envolve a cepa Bundibugyo do vírus ebola, que tem taxa de mortalidade estimada entre 30% e 50%. Segundo a Organização Mundial da Saúde, não há vacina autorizada nem tratamento específico para essa variante. A OMS avalia como alto o risco de propagação na África Subsaariana, mas considera baixo o risco global. A organização também informou que o vírus pode ter começado a circular em Ituri cerca de dois meses antes da declaração oficial do surto. Em 17 de maio, a OMS classificou a epidemia como uma emergência de saúde pública de importância internacional. Este é o terceiro pior surto de ebola já registrado. O mais grave ocorreu na África Ocidental entre 2014 e 2016, com cerca de 11 mil mortes e 28 mil infecções. No leste do Congo, entre 2018 e 2020, outro surto deixou 2.299 mortos e 3.481 casos. O ebola é transmitido pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados. A doença pode causar febre hemorrágica grave, vômitos, diarreia e hemorragia interna. . Piloto leva ajuda à Venezuela e descobre que perdeu a família; vídeo Eduardo conduziu um dos primeiros aviões humanitários enviados de Miami à Venezuela após os terremotos. Ao pousar no país com doações, recebeu a notícia de que vários familiares não haviam sobrevivido à tragédia Notícias ao Minuto | 03:00 – 02/07/2026 Escolha o Notícias ao Minuto como fonte preferida no Google Receba as nossas notícias com mais destaque sempre que pesquisar no Google.
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