Para facilitar a experiência de eleitores e eleitoras com dificuldade visual ou sem intimidade com a tecnologia, a urna eletrônica passou por algumas mudanças para as eleições deste ano. A ideia é promover melhor visibilidade da tela, clareza de dados e acompanhamento do voto. Agora, as letras mudaram para a fonte Atkinson Hiperlegível, para facilitar a leitura de pessoas com baixa visão e idosos. Na prática, as letras ficam com mais contraste e com diferenças acentuadas entre caracteres parecidos, como o algarismo zero e a letra “O”. Outra mudança é que, na parte inferior da tela, vai aparecer a barra de progresso. A ideia é guiar o eleitor, em tempo real, sobre quais cargos já foram votados por ele e quais ainda faltam. A tela de votação também teve a interface renovada, com maior atuação dos intérpretes de Libras. Eles passam a sinalizar não somente o cargo disputado, mas também o voto em branco, o nulo e o de legenda. Dados da Justiça Eleitoral mostram que, para as eleições de 2026, mais de 300 mil eleitores têm deficiência visual e mais de 180 mil, deficiência auditiva. Parte das mudanças na urna eletrônica foi feita a partir de propostas de estudantes da Universidade de São Paulo, em um concurso para aperfeiçoar a acessibilidade do aparelho.
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