O Tribunal de Justiça Rio de Janeiro (TJRJ) julgou, no primeiro semestre deste ano, mais de 1 milhão de processos e proferiu mais de 1,5 milhão de sentenças. Os dados são do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), atualizados até 30 de junho. A marca é acompanhada por uma queda significativa na taxa de congestionamento do tribunal, consolidando o avanço da eficiência e da digitalização nos serviços prestados aos cidadãos fluminenses. De acordo com a Base Nacional de Dados do Poder Judiciário (DataJud), o TJRJ alcançou, no período, Índice de Atendimento à Demanda de 122,96%. O indicador revela que a Justiça do Rio conseguiu solucionar e arquivar um volume de processos substancialmente maior do que o montante de novas ações protocoladas no mesmo período. Os números de 2026 mostram o tamanho do desafio e a velocidade de resposta do Judiciário fluminense: o tribunal fechou o semestre com mais de 5 milhões de processos ativos sob sua gestão. Nos primeiros seis meses do ano, o total de ações julgadas por magistrados de primeira e segunda instâncias superou as 943.261 novas ações que chegaram à Justiça no mesmo período. Ao todo, 1,240 milhão de processos foram arquivados definitivamente, aliviando o estoque acumulado de anos anteriores. Foram também proferidas 1,564 milhão de decisões e produzidos 2,759 milhões de despachos. O tribunal realizou, no período, 121,276 mil audiências, sendo 47,543 mil de conciliação. Segundo o TJRJ, o reflexo mais direto está na taxa de congestionamento bruta, que despencou para 65,26% no encerramento de junho. A redução mostra progresso constante se comparada aos anos anteriores: em 2023, o índice de congestionamento da corte alcançava a marca de 76,54%. Quanto menor essa taxa, mais rápido o processo caminha entre o protocolo inicial e a decisão final. Os números mostram ainda o Judiciário quase totalmente digital. Entre os novos processos, 99,99% tramitaram em meio eletrônico. Tecnologia e especialização Por trás desses números, está o trabalho da Comissão de Políticas Institucionais para Eficiência Operacional e Qualidade dos Serviços Judiciais (Comaq), responsável por coordenar projetos que ajudam o tribunal a julgar mais e melhor. Um dos destaques é o Grupo de Sentença. Criado originalmente em 2009 para auxiliar no cumprimento das metas do Conselho Nacional de Justiça, o grupo conta hoje com cerca de 60 magistrados dedicados a julgar processos já “maduros”, acumulados nas varas. Atuando paralelamente às suas funções originais, cada magistrado assume, em média, 60 processos mensais, gerando cerca de 3,6 mil sentenças por mês e 50 mil decisões por ano. Para a presidente da comissão, desembargadora Jacqueline Lima Montenegro, o diálogo com magistrados, servidores e usuários da Justiça é essencial para melhorar o atendimento ao público.
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