Plano Nacional de Segurança
Alinhado com os EUA, Equador oficializa nova estratégia de combate ao crime organizado
O presidente do Equador, Daniel Noboa, assinou o decreto executivo nesta terça-feira (14) (Foto: José Jácome/EFE)
O presidente do Equador, Daniel Noboa, assinou um decreto executivo nesta terça-feira (14) que torna o Plano Nacional Integrado de Segurança 2025-2029 como política pública, com o objetivo de orientar a estratégia de segurança do Estado pelos próximos quatro anos.
A medida formaliza o documento aprovado em 9 de março pelo Conselho de Segurança Pública e do Estado (COSEPE) e propõe o fortalecimento da cooperação internacional para combater o crime organizado transnacional, considerado pelo governo uma das principais ameaças à nação andina.
O anúncio surge dias depois do Departamento de Guerra dos EUA cobrar os países da América Latina que aumentem os gastos com segurança para combater o crime organizado.
O documento assinado por Noboa consolida uma abordagem de segurança abrangente e multidimensional, incorpora uma visão de longo prazo baseada nos interesses nacionais e busca coordenar as ações das diversas instituições estatais diante do atual contexto de conflito armado interno, declarado pelo governo em 2024.
O Poder Executivo indica que o documento servirá como um roteiro para a prevenção, proteção, resposta e recuperação de ameaças à segurança, além de reconhecer a complexidade dos desafios atuais e a necessidade de uma resposta articulada, firme, decisiva e coordenada de todo o Estado equatoriano.
Desde 2024, o Equador vive em estado de “conflito armado interno”, declarado pelo presidente Noboa para intensificar o combate às gangues criminosas, que ele denominou “terroristas”, e que associa principalmente ao narcotráfico e à mineração ilegal.
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