Ao menos cem crianças morreram em ataques na Faixa de Gaza desde o início do cessar-fogo entre o grupo terrorista Hamas e Israel, firmado há três meses. O balanço foi divulgado nesta terça-feira (13) pelo Unicef, fundo das Nações Unidas para a Infância. Isso equivale, aproximadamente, a uma menina ou menino morto por dia desde outubro do ano passado, quando o frágil acordo de trégua foi assinado. Desde então, Tel Aviv e Hamas têm trocado acusações de violação do pacto, e o governo de Binyamin Netanyahu continuou a realizar ataques aéreos e operações direcionadas ao território. Segundo o porta-voz do Unicef, James Elder, 60 meninos e 40 meninas palestinos morreram vítimas de bombardeios aéreos, ataques com drones e disparos de tanques, entre outras causas. “Embora os ataques tenham diminuído durante o cessar-fogo, eles não cessaram”, disse. Ainda de acordo com Elder, a cifra muito provavelmente está abaixo do número real de vítimas. O Ministério da Saúde de Gaza, que atua sob controle do Hamas, contabilizou um total de 442 mortes desde a trégua. Deste total, 165 seriam crianças. “Sete crianças morreram de hipotermia neste ano”, disse à AFP Zaher Al-Wahidi, diretor do departamento de informática da pasta, que registra as mortes. O cessar-fogo acordado em outubro não avançou além da primeira fase, na qual os principais combates foram interrompidos, Israel se retirou de menos da metade de Gaza e o Hamas libertou reféns vivos e devolveu os restos mortais em troca de palestinos detidos. Nas fases futuras, que ainda precisam ser negociadas, o plano também prevê o desarmamento do Hamas, uma retirada adicional de Israel e a reconstrução de Gaza por uma administração apoiada internacionalmente. A facção se recusa a entregar as armas e vem reafirmando seu controle enquanto tropas israelenses permanecem entrincheiradas em cerca de metade da Faixa de Gaza. Quase todos os mais de 2 milhões de habitantes do território vivem agora em abrigos improvisados ou em prédios danificados em uma estreita faixa de território.
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