Em meio à escalada das pressões dos Estados Unidos contra o Irã, o governo chinês declarou nesta terça-feira (13) que irá enfrentar firmemente as tarifas impostas por Washington a países que mantêm relações comerciais com Teerã. A medida estadunidense prevê uma tarifa de 25% sobre qualquer transação com o país persa para nações que continuem negociando com o Irã, atingindo diretamente parceiros estratégicos, como a China,o maior comprador de petróleo iraniano no mundo e investidor significativo em setores como infraestrutura, energia e tecnologia. Segundo o governo chinês, a decisão dos EUA ultrapassa normas do comércio internacional e constitui uma forma de coerção econômica. Em coletiva de imprensa, a porta‑voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, destacou que não há vencedores em guerras tarifárias e que o país protegerá firmemente seus direitos e interesses legítimos e legais. Essa postura não é apenas uma defesa do comércio, mas também uma afirmação da soberania e do respeito às normas internacionais. “A posição da China sobre a questão das tarifas é muito clara: não há vencedores em uma guerra tarifária, e a China protegerá resolutamente seus direitos e interesses legítimos e legais.” salientou a porta-voz do governo. A China também repudia qualquer interferência nos assuntos internos de outros países e condena o uso ou ameaça de uso da força em relações internacionais, enfatizando a necessidade de que todas as partes contribuam para a paz e a estabilidade no Oriente Médio. Com isso, Pequim reforça não apenas o seu compromisso com o Irã, mas também a sua defesa de um modelo de cooperação internacional baseado em diálogo e respeito mútuo. Como afirmou Mao Ning. “A China se opõe à interferência nos assuntos internos de outros países e ao uso, ou ameaça de uso, da força em assuntos internacionais.” Mao Ning também observou que o governo chinês acompanha de perto os desdobramentos no Irã e tomará todas as medidas necessárias para proteger a segurança de seus cidadãos no país persa, em meio às tensões internas e externas. Além disso, Liu Pengyu, porta‑voz da Embaixada da China em Washington, reforçou a posição de Pequim: “A China se opõe firmemente a quaisquer sanções unilaterais ilegais e à jurisdição de longo alcance, e tomará todas as medidas necessárias para salvaguardar seus direitos e interesses legítimos. Guerras tarifárias e guerras comerciais não têm vencedores, e coerção e pressão não resolvem problemas. O protecionismo prejudica os interesses de todas as partes.” Essa declaração evidencia que a resistência chinesa às tarifas nessas declarações mostram que a resposta da China às ameaças tarifárias dos EUA é direta e se estende a outros órgãos diplomáticos e financeiros do país, confirmando que a China considera o uso de tarifas como ferramenta de pressão uma ameaça às normas do comércio global, reforçando a postura institucional de Pequim frente a Washington. Ingerência e financiamento dos EUA e Israel levam à violência, povo sai as ruas a defender seu governo As autoridades iranianas classificaram os protestos contra o governo como resultado de ingerência direta e financiamento de grupos opositores financiados por Estados Unidos, Israel e aliados ocidentais, que, segundo Teerã, buscam desestabilizar o país e minar sua soberania. Autoridades afirmam que alguns manifestantes recorreram à violência contra forças de segurança e infraestrutura pública, enquanto a população pró-governo se mobilizou em massa para defender a soberania nacional O governo afirma que a situação está “sob total controle” e caracterizam algumas manifestações como apoio à soberania nacional e oposição à interferência externa. Segundo o ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, eventos em várias cidades foram classificados pelos meios estatais como uma “mobilização popular contra o terrorismo americano‑sionista”. Imagens e transmissões em canais oficiais mostraram dezenas de milhares de iranianos marchando com bandeiras nacionais, rejeitando a intervenção de potências estrangeiras e expressando apoio às instituições do Estado. As manifestações pró‑governo foram registradas em cidades como Teerã, Kerman, Zahedan e Birjand, com participantes destacando publicamente a necessidade de unidade nacional e rejeição às interferências externas. A mídia estatal iraniana descreveu essas mobilizações como um sinal de coesão e solidariedade em defesa da soberania.
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