Ação faz parte da Jornada Nacional Basta de Feminicídio, que ocorre simultaneamente em quatro estados Mulheres do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) bloquearam, na manhã desta quinta-feira (19), quatro grandes avenidas na cidade de São Paulo (SP) em um ato contra a violência de gênero. Com cartazes e intervenções, a mobilização denunciou o aumento recorde no número de feminicídios e cobrou medidas concretas para garantir a vida das mulheres. A ação faz parte da Jornada Nacional Basta de Feminicídio, que ocorre simultaneamente em quatro estados – São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Na capital paulista, foram fechadas as avenidas do Estado, Tiradentes, Vital Brasil e Tancredo Neves. Entre as demandas do movimento estão uma maior responsabilização dos homens no enfrentamento à violência e políticas efetivas de combate à violência doméstica e aos feminicídios. De acordo com levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o número de vítimas de feminicídio no estado de São Paulo aumentou 96,4% em quatro anos, na comparação entre 2025 e 2021. Em todo o país, no mesmo período de comparação, houve um crescimento de 14,5%. Ainda segundo o FBSP, outros crimes contra mulheres, como ameaça, perseguição, violência psicológica, lesão corporal, estupro e tentativa de feminicídio, também apresentaram aumento de forma consistente em todo país. Em nota, o MTST destaca que “não é aceitável, por exemplo, que o estado mais rico do país faça cortes constantes nas verbas para a Secretaria de Políticas para as Mulheres, ou que as delegacias da Mulher não funcionem 24 horas, ao mesmo tempo em que os números da violência machista batem recordes sobre recordes”. Em São Paulo, quatro grandes avenidas foram fechadas – Divulgação/MTST | Crédito: Divulgação/MTST Tornozeleira eletrônica passa a ser medida imediata O Senado aprovou nesta quarta-feira (18) um projeto de lei que determina o uso imediato de tornozeleira eletrônica para agressores em casos de violência doméstica com risco à integridade da vítima. A proposta transforma o monitoramento em uma medida protetiva de urgência e aguarda agora a sanção presidencial. Pelo texto, a tornozeleira poderá ser aplicada não apenas por decisão judicial, mas também por delegados em locais onde não há juiz, com comunicação posterior à Justiça. A medida também prevê o uso de dispositivos de alerta para as vítimas, que avisam pelo celular ou relógio inteligente sobre a aproximação do agressor.
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