A demora no pagamento do seguro defeso voltou ao centro do debate regional, e duas vozes femininas do legislativo municipal decidiram não se calar. As vereadoras Suilan da Pesca (Ituberá) e Reline da Pesca (Taperoá) têm adotado um tom firme nas cobranças ao INSS, diante dos atrasos que vêm afetando diretamente a renda de centenas de famílias de pescadores.
Em entrevista à rádio, as parlamentares denunciaram que há trabalhadores ainda sem receber duas parcelas do defeso do camarão, além de pescadores que seguem sem qualquer pagamento referente ao período do robalo. Para elas, o problema já ultrapassa a burocracia e se tornou uma questão de sobrevivência.
Suilan destacou que o papel do vereador não se limita à atuação dentro da Câmara. Segundo ela, é preciso pressionar os órgãos responsáveis quando direitos básicos da população estão sendo ignorados. Já Reline reforçou que a situação é grave e exige resposta imediata do INSS, cobrando mais agilidade e respeito com os pescadores, que dependem exclusivamente do benefício durante o período em que a pesca é proibida por lei.
As vereadoras também fizeram questão de afastar qualquer interpretação político-partidária da mobilização marcada para o dia 7 de fevereiro, às 8h, na BA-001, na Ponte da Graciosa. De acordo com elas, o ato é um movimento social legítimo, construído junto às colônias de pesca de Ituberá (Z-40) e Taperoá (Z-53), com apoio de pescadores de Camamu, Igrapiúna, Nilo Peçanha e Valença.
O posicionamento das duas parlamentares tem chamado atenção por sair do discurso protocolar e adotar um tom mais direto, refletindo a pressão vivida nas comunidades pesqueiras. Para os pescadores, o atraso não é apenas um transtorno administrativo — é comida faltando na mesa.
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Agora, a expectativa é que o INSS apresente explicações e um cronograma de regularização dos pagamentos. Enquanto isso não acontece, Suilan e Reline seguem assumindo o papel de porta-vozes de uma categoria que cobra, acima de tudo, respeito e dignidade.
Redação/ Wilton Andrade

