Um ataque com bomba matou 14 pessoas e feriu ao menos 38 no sudoeste da Colômbia, afirmou neste sábado (25) o governador do departamento de Cauca, no sudoeste do país, Octavio Guzmán, em mais um episódio de violência às vésperas das eleições presidenciais do mês que vem. A região tem forte presença de guerrilhas. Uma explosão foi registrada em uma estrada do departamento de Cauca e atingiu diversos veículos. Desde sexta-feira (24), foram registrados diversos atentados que as autoridades atribuem a dissidentes da extinta guerrilha das Farc, que não aderiram ao acordo de paz de 2016 e espalham terror pelo país. “Até o momento, registramos 14 pessoas mortas e mais de 38 feridos, incluindo cinco menores de idade”, escreveu Guzmán no X. Ele publicou também um vídeo com imagens de vítimas no chão e veículos destruídos. Outros vídeos compartilhados nas redes sociais mostram danos graves e buracos na via, com testemunhas que afirmam que a força do impacto as lançou por vários metros. Na sexta, um atentado contra uma base militar em Cáli, a terceira maior cidade do país, deixou dois feridos e deu início a uma série de ataques nos departamentos de Valle del Cauca e Cauca. Em 2025, atentados violentos contra a força pública na região deixaram civis mortos e marcaram a pior onda de violência do país na última década.O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, disse neste sábado que a presença militar e policial foi reforçada na área para fazer frente aos ataques. A ofensiva aumenta o clima de tensão enquanto se aproxima a eleição presidencial de 31 de maio, na qual a segurança é um dos temas centrais. O herdeiro político do presidente de esquerda Gustavo Petro, o senador Iván Cepeda, é o favorito, seguido pelos direitistas conservadores Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia, segundo as pesquisas. Os três denunciaram ameaças de morte. Na Colômbia, é comum que os grupos armados, que se financiam com atividades ilegais como o narcotráfico, o garimpo e a extorsão, tentem exercer uma pressão violenta sobre o pleito presidencial. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo Após chegar ao poder em 2022, Petro tentou, sem sucesso, negociar a paz com as principais organizações armadas, que fortaleceram suas fileiras nos últimos anos. O ataque ocorre um dia após Petro visitar Caracas para um encontro com a nova líder do regime venezuelano, Delcy Rodríguez. A visita de Petro foi a primeira de um chefe de Estado à Venezuela desde a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, em janeiro. Petro, que foi aliado de Maduro, chegou a classificar a captura de sequestro.
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