Autor: Eugenio Bortolon

Tem uma travessa entre as ruas Coronel Bordini e Mata Bacellar, no bairro Auxiliadora, que homenageia os Lanceiros Negros. Bonita, tem um café, um banco gigantesco, cheio de curvas, um pequeno jardim e um grafite. E existem as Quitandeiras, escravas empreendedoras e libertas, que viviam das vendas em seus tabuleiros de doces, quitutes, verduras, cachaça, fumos, carne seca, lenha e até pratos preparados, como angu, bolos e broas. Elas equilibravam os seus tabuleiros na cabeça ou na cintura e cantavam música para atrair a freguesia. Hoje, no Mercado Público de Porto Alegre tem uma quitandeira, mas ela vende produtos religiosos…

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Um café preto, no ponto ideal, um pão de cenoura quentinho, com um sabor especial, recepcionam os visitantes na Amada Massa, rua Sebastião Leão, 90, na Cidade Baixa. Fica bem no limite do bairro com a Azenha. Ali, uma iniciativa de reparação social a partir do pão, da massa, a instituição constrói o futuro de algumas pessoas que vivem e lutam para sair da extrema vulnerabilidade social. É uma rede de gente simples, que está em situação precária ou até de rua, mulheres vítimas de violência, apoiadores, 80 assinantes de pães, colaboradores de várias frentes. Uma destas voluntárias, uma faz…

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