A Reag, por meio de fundos de investimento, teria ajudado o Master a fraudar operações do sistema financeiro O Banco Central (BC) decretou, nesta quinta-feira (15), a liquidação extrajudicial da Reag Trust Distribuidora de Títulos Valores Mobiliários S.A. por violações às normas do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Em nota, o BC informou que “continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais”. Também declarou que o resultado das investigações pode levar a “medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis”. Agora, com a liquidação extrajudicial, os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição ficam indisponíveis, “nos termos da lei”, finaliza a nota do Bacen. Em outras palavras, a liquidação significa que o banco perdeu condições de operar e que, a partir de agora, ficará sob o regime de administração especial temporária. Isso significa que um liquidante assume o controle do banco para encerrar todas as atividades financeiras, vender os bens e pagar os credores. O Banco Central nomeou Antonio Pereira de Souza, pela APS Serviços Especializados de Apoio Administrativo Ltda, como o liquidante. Como a Reag atua somente como gestora e administradora de fundos, cerca de 80 no total, a liquidação se dá apenas sobre a instituição e não sobre os fundos, que continuam ativos no mercado por meio de outras gestoras. Operação Compliance Zero A Reag esteve no centro da segunda fase, deflagrada nesta quarta-feira (14), da Operação Compliance Zero, que, na primeira etapa, teve como alvo o Banco Master e o seu dono, Daniel Vorcaro. Na época, o Banco Central também determinou a liquidação extrajudicial da instituição. De acordo com um relatório do BC enviado ao Tribunal de Contas da União (TCU), o grupo financeiro, através de seus fundos de investimento, teria ajudado o Banco Master a fraudar operações do sistema financeiro entre julho de 2023 e julho de 2024. As investigações mostram que o Banco Master concedia empréstimos a empresas que, na sequência, direcionavam esses recursos para fundos administrados pela Reag. O dinheiro circulava rapidamente entre os diferentes fundos por meio de transações sucessivas. Embora os fundos tivessem um valor baixo inicialmente, cada novo aporte por meio das transferências levava à reavaliação dos ativos. Ao final do processo, os registros indicavam uma forte valorização contábil, sem lastro econômico. Segundo a autoridade monetária, essas operações descumpriram normas do SFN e apresentaram falhas graves na gestão de risco, na concessão de crédito e no controle de liquidez, o que indica a realização de negócios sem garantias adequadas e com potencial de causar prejuízos. Operação Carbono Oculto O grupo também foi alvo da Operação Carbono Oculto, deflagrada no ano passado para investigar a relação entre fraudes no sistema financeiro envolvendo o setor de combustíveis e facções criminosas. Na ocasião, a empresa informou que negociou, por meio de um de seus fundos de investimento, o Hans 95, Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do Banco Master – CDB é um título de renda fixa no qual o investidor empresta dinheiro a um banco em troca do pagamento de juros em uma data futura. Por outro lado, o Master declarou que a Reag era uma prestadora de serviços do banco de gestão e administração de fundos. “O Banco Master é apenas um entre centenas de clientes da Reag, que é uma das maiores do País, não tendo qualquer participação na sua gestão, estrutura societária ou decisões internas”, disse a instituição na época.
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