O bar Ministrão, localizado nos Jardins, em São Paulo, afirmou ter enviado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, nesta quinta-feira (23), as informações sobre bebidas contaminadas por metanol. O estabelecimento corria o risco de ser fechado caso não prestasse os esclarecimentos no prazo de 24 horas. Na terça-feira, o bar foi notificado pela Secretaria Nacional do Consumidor após descumprir duas determinações anteriores, enviadas nos dias 30 de setembro e 15 de outubro. O advogado do bar, Julio Ribeiro, afirmou ter sido surpreendido com a decisão. “A gente foi surpreendido com essa reportagem que saiu ontem, que diz que o bar teria descumprido as notificações da Senacon. Não recebemos, embora tenha sido enviado no e-mail do contador. Acho que caiu no lixo e ele não viu. Mas a Senacon falou que enviou pelos Correios obviamente, o estabelecimento fechado, não foi entregue. Assim que a gente tomou ciência dessa notificação, fomos atrás dos documentos e protocolamos a resposta hoje, às 9h”. O bar, localizado nos Jardins, reabriu na última sexta-feira após ter sido interditado pela Polícia Civil. O local foi fechado após uma mulher ter ficado cega por consumir bebida alcoólica contaminada por metanol. O advogado Júlio Ribeiro disse que o bar segue contribuindo com as autoridades para provar que não tem culpa. “Todas as bebidas que são servidas somente entram no bar com nota. O barman do estabelecimento prova todas as bebidas, antes de chegar ao cliente. Não no copo, na coqueteleira, para verificar a qualidade. Eles prestaram depoimento na Polícia Civil. Agora, estamos preocupados com a notícia que saiu ontem, que a moça começou a passar mal um dia antes. Isso está no prontuário médico dela. Então, acho que é uma história ainda a ser esclarecida”. A reportagem entrou em contato com a Senacon para confirmar o recebimento das respostas do bar Ministrão. A secretaria informou que “análises ainda estão em curso e, assim que forem concluídas, serão encaminhadas as atualizações”.
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