O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante solenidade no Palácio do Planalto – Pedro Ladeira – 4.set.26/Folhapress
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um reajuste de 15,04% nos valores pagos pelo Bolsa Família. Com a mudança, o benefício mínimo mensal passará dos atuais R$ 600 para R$ 691 por família.
Os novos valores começarão a ser pagos no dia 19 de outubro. Segundo o governo federal, o reajuste busca recompor as perdas provocadas pela inflação desde a reformulação do programa, ocorrida em março de 2023.
Além do piso garantido às famílias, os benefícios que complementam o Bolsa Família também serão atualizados. O Benefício de Renda de Cidadania passará para R$ 164 por integrante; o adicional destinado à primeira infância subirá para R$ 173; e o Benefício Variável Familiar chegará a R$ 58.
Na prática, o valor recebido poderá ser superior aos R$ 691, dependendo da quantidade de pessoas e da composição de cada família. Lares com crianças pequenas, gestantes e adolescentes, por exemplo, podem receber os adicionais previstos pelo programa.
Atualmente, o Bolsa Família atende aproximadamente 19,3 milhões de famílias brasileiras em situação de pobreza e extrema pobreza. O aumento representa um reforço importante no orçamento doméstico, especialmente num momento em que alimentação, gás de cozinha, medicamentos e outras despesas básicas pesam bastante no bolso.
De acordo com os dados divulgados, o reajuste terá custo estimado de R$ 5,8 bilhões ainda em 2026 e de R$ 22,7 bilhões ao longo de 2027.
Para milhões de famílias, não se trata apenas de números. É dinheiro que ajuda a colocar comida na mesa, comprar o material das crianças e enfrentar as necessidades do dia a dia com um pouco mais de dignidade.
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