O governo brasileiro retirou as credenciais diplomáticas de um agente de imigração dos Estados Unidos que atuava na sede da Polícia Federal (PF) em Brasília. A medida foi tomada após o governo de Donald Trump determinar a saída do delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho dos EUA. O delegado da Polícia Federal estava envolvido na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem, que fugiu do Brasil em setembro do ano passado, durante o julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF). Ramagem é alvo de um pedido de extradição feito pelo governo brasileiro e foi detido pelo Serviço de Imigração dos Estados Unidos no último dia 13. Dois dias depois, ele foi solto. As razões que levaram à soltura não foram divulgadas pelo governo estadunidense. Itamaraty se manifesta Nesta quarta-feira (22), o Itamaraty divulgou comunicado afirmando que ação de reciprocidade adotada se deu “diante da decisão sumária contra o agente da Polícia Federal, que não foi precedida de qualquer pedido de esclarecimento ou tentativa de diálogo sobre o caso”, em desacordo com memorando de entendimento bilateral que regula a facilitação do intercâmbio de oficiais de ligação na área de segurança. Lula elogia diretor da PF Em uma publicação nas redes sociais, também nesta quarta-feira, o presidente Lula elogiou a decisão do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, de comunicar a interrupção das atividades do delegado norte-americano no Brasil: “Andrei, parabéns pela tua posição com relação ao delegado americano, colocando a reciprocidade. Ou seja, o que eles fizeram conosco a gente vai fazer com eles, esperando que eles estejam dispostos a voltar a conversar e as coisas voltarem à normalidade.” Nessa terça-feira (21), durante viagem à Alemanha, Lula já havia indicado que aplicaria o princípio reciprocidade após a expulsão do delegado brasileiro dos Estados Unidos.
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