Um estudo divulgado nesta quinta-feira (4) pelo Ipea, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, fruto de acordo de cooperação técnica com a Agência Nacional de Mineração (ANM), revela o grande potencial do Brasil para minerais críticos. Esses recursos são essenciais, por exemplo, para a produção de baterias, turbinas eólicas, painéis solares e semicondutores em computadores. Eles incluem elementos como lítio, cobalto, níquel e terras raras, que tem oferta está sujeita a riscos de escassez ou dependente de poucos fornecedores. O Brasil, por exemplo, detém cerca de 10% das reservas mundiais desses minerais, de acordo com o Ibram, o Instituto Brasileiro de Mineração. O estudo também mostra que, nos últimos 20 anos, o Brasil não conseguiu transformar esse potencial em produção econômica robusta, ficando atrás de países como a África do Sul e o Chile. De acordo com os autores do estudo, a cadeia produtiva da mineração brasileira, entre 2000 e 2019, ficou entre 0,75% e 2% de toda a riqueza produzida pelo país. Por outro lado, a pesquisa aponta para a expansão dos investimentos em máquinas, equipamentos, infraestrutura e pesquisa geológica no setor nos últimos anos. Segundo o Ipea, a iniciativa está alinhada com as tendências mundiais e pode impulsionar a mineração brasileira a operar em outro patamar de competição.
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