Em meio ao debate sobre as emissões de gás carbônico, o solo também merece atenção especial. Um estudo lançado nesta sexta-feira (5) pelo MapBiomas afirma que o Brasil tem na terra cerca de 37,5 bilhões de toneladas de carbono orgânico – que vem da decomposição de plantas e animais. Mais da metade está na Amazônia. Só para efeito de comparação e para entender a grandiosidade do número, uma caixa d’água de mil litros cheia pesa uma tonelada. O número chama a atenção quando se pensa em termos de mudanças climáticas. As emissões totais brasileiras no ano passado foram de pouco mais de 2 bilhões de toneladas. Por isso, a importância da preservação dos ambientes vegetais. E, no caso de alteração do terreno, o uso de técnicas para evitar que o carbono se torne gás e vá para a atmosfera, como explica o coordenador do MapBiomas Solo, Alessandro Samuel-Rosa. “Toda vez que a gente precisa em algum local implementar um cultivo agrícola, substituindo vegetação natural, por exemplo, a gente precisa que o cultivo leve em conta princípios da agricultura conservacionista, de baixo carbono, para que consiga manter os estoques de carbono no solo tão ou mais próximos possíveis do que estava com a vegetação natural”. Na média por hectare, a Mata Atlântica lidera entre os biomas com mais carbono no solo, em especial nas regiões de climas mais frio, onde ocorrem os campos de altitude e florestas de araucária. Restingas e mangues, que são úmidos, também favorecem o acúmulo de carbono. Na sequência, ficam a Amazônia e o Pampa. Já a Caatinga e o Pantanal têm os menores estoques.
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