Um juiz de imigração dos Estados Unidos ordenou nesta segunda-feira (8) a soltura da brasileira Bruna Ferreira, 33, ex-cunhada da secretária de Imprensa do governo Donald Trump, Karoline Leavitt, sob fiança de US$ 1.500 (R$ 8.100). Bruna, que mora nos EUA desde os seis anos de idade, foi detida pelo ICE, o serviço de imigração dos EUA, no dia 12 de novembro, acusada de estar no país ilegalmente. A brasileira é mãe de um menino de 11 anos, cuja guarda ela compartilha com Michael Leavitt, irmão de Karoline. A gestão do republicano tem argumentado que Bruna é uma mãe ausente, o que ela nega. Bruna deve agora ser solta do centro de detenção do ICE em Louisiana, que tem sido destino frequente de imigrantes presos por todo o país —as autoridades do estado são mais alinhadas ao governo Trump e ao ICE do que em outros lugares. Segundo a defesa da brasileira, Bruna está sob proteção do Daca, um programa criado pela gestão Barack Obama para regularizar o status de permanência daqueles que chegaram quando eram crianças no país. Ela não tem antecedentes criminais, de acordo com a imprensa americana. Desde a detenção, a Casa Branca descreve Bruna como uma criminosa e diz que ela é uma mãe ausente na vida do filho, do ex-companheiro e de Karoline, que está entre as mais firmes defensoras da campanha do presidente para deportar milhões de pessoas. O governo afirma ainda que Bruna e Karoline não conversam há anos e que a brasileira nunca morou com o próprio filho. Em entrevista ao jornal The Washington Post, Bruna falou sobre sua relação com a secretária de Imprensa. “Pedi a Karoline para ser a madrinha do meu filho, no lugar da minha única irmã. Cometi um erro ao confiar neles. Não consigo imaginar por que estão criando essa narrativa”, afirma. Na entrevista, ela mostrou fotos de família, registros do tribunal e seu perfil nas redes sociais. Ela afirmou que, um dia, considerou Karoline como sua irmã. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo Ela relatou ao jornal que conheceu Michael Leavitt em uma festa. Eles ficaram noivos e tiveram um filho enquanto viviam em New Hampshire, mas a relação teria se desgastado e terminado antes do casamento, em 2011. Desde então, eles dividem as obrigações com o filho, de acordo com o relato de Bruna e com documentos judiciais. A brasileira disse se sentir ofendida com o que foi dito sobre ela pela Casa Branca e pelo Departamento de Segurança Interna (DHS), que coordena o ICE. Ela afirma que seu filho é parte da família Leavitt e que vê a família do ex-companheiro com frequência. Ela afirma considerar absurda a declaração de que não convive com o menino. De acordo com o depoimento, antes da prisão, ela geria dois negócios de limpeza e vestuário, além de levar o filho à escola, ir a jogos escolares, dar presentes e procurar dar ao filho “tudo o que um jovem precisa”, segundo disse ao jornal americano.
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