Continua nesta terça-feira (26) o julgamento do padrasto e da mãe do menino Henry Borel, acusados da morte da criança, de 4 anos, em março de 2021. A sessão acontece no Segundo Tribunal do Júri da Capital, no Rio de Janeiro. O primeiro dia, segunda-feira, foi marcado pela tentativa da defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, de adiar o julgamento. A defesa de Monique Medeiros, mãe de Henry, não se manifestou. Assim que a sessão começou, Jairinho informou a destituição dos advogados. A juíza Elizabeth Machado Louro, então, anunciou que ele seria transferido para um presídio com regras mais duras, o que o fez voltar atrás. A defesa, então, tentou mais uma vez obstruir os trabalhos, apresentando 23 requerimentos para anular o julgamento. Mas todos foram negados, e a juíza encerrou a sessão às 17h. Para hoje, estão previstos os depoimentos de três testemunhas de acusação, sendo dois delegados e um médico legista. Ao todo, 27 testemunhas de acusação e defesa serão ouvidas. A expectativa é de que o julgamento dure de cinco a sete dias. Homicídio por espancamento Segundo a denúncia, na madrugada de 8 de março de 2021, Jairinho espancou Henry, enquanto a mãe, Monique Medeiros, foi omissa, o que levou à morte da criança. O ex-vereador responde por homicídio qualificado por meio cruel que impossibilitou a defesa da vítima e por torturas praticadas contra a criança. Monique é acusada de homicídio por omissão qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
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