O julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior e de Monique Medeiros, padrasto e mãe acusados da morte do menino Henry Borel, de 4 anos, em março de 2021, entra hoje no terceiro dia, e mais surpresas podem acontecer por parte da defesa do réu. Ontem, das quatro testemunhas que prestariam depoimento, apenas a primeira foi ouvida por mais de nove horas. A juíza Elizabeth Louro considerou que os advogados de Jairinho fizeram perguntas irrelevantes, para atrasar o julgamento. E, chegou a dizer que se o ritmo for mantido, o julgamento pode durar um mês. O depoente foi o delegado Edson Henrique Damasceno, responsável pela investigação. Ele relatou que mensagens encontradas no celular da babá de Henry, Thayná de Oliveira Ferreira, continham alertas sobre agressões e haviam sido enviadas a Monique, ao namorado e ao pai da criança. O delegado também afirmou que o caso chegou à Polícia como acidente doméstico. Mas perícias e a reprodução simulada dos fatos concluíram que as lesões de Henry eram incompatíveis com essa hipótese. Além disso, relembrou três episódios de agressões, levantados pela investigação, que antecederam a morte da criança. Para ele, os dois réus mentiram na delegacia e o laudo não apontou um acidente doméstico, mas sim homicídio. O julgamento será retomado nesta manhã e devem ser ouvidos Ana Carolina Lemos, delegada assistente da investigação; o perito do Ministério Público Luis Carlos Leal Prestes; e o médico-legista Luis Ayrton Saavedra, que prestariam depoimento ontem. Jairinho e Monique respondem por vários crimes relacionados à morte de Henry, incluindo homicídio qualificado e tortura.
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