Os donos do cabaré resolvem dar palestra sobre pureza matrimonial
Rapaz… o Brasil é mesmo uma história de cordel que o poeta escreve depois de fumar maconha estragada.
Agora apareceu essa história de que o Centrão estaria “repensando” aliança com Flávio Bolsonaro por causa dos áudios envolvendo proximidade com Vorcaro.
E o povo olhando de longe até leva um susto, porque do jeito que estão falando, parece que o Centrão virou um convento político administrado por monges franciscanos.
Daqui a pouco vão querer convencer a população que o Centrão sempre foi contra negociata, contra acordão, contra toma-lá-dá-cá e que nunca ninguém ali soube o gosto de um cargo recheado de indicação política.
É quase um milagre de Nossa Senhora da Emenda Parlamentar.
O povo vê uma notícia dessa e fica sem saber se ri ou se procura a câmera escondida. Porque quando o Centrão resolve posar de guardião da moralidade, o clima fica parecido com dono de cabaré dando palestra sobre pureza matrimonial.
O mais engraçado é que na política brasileira ninguém rompe com ninguém por “amor à ética”. Geralmente rompe quando o barco começa a balançar, quando pesquisa cai, quando o desgaste chega ou quando o cálculo político muda. A verdade nua e crua é essa.
No fundo, o povo já aprendeu a traduzir esse idioma de Brasília: “Repensar alianças” muitas vezes significa apenas: “Vamos ver se ainda vale a pena ficar nessa canoa.”
O post Centrão rompe por ética? Essa foi boa! apareceu primeiro em Blog do Pelegrini.


