Noaa prevê 93% de chance de que intensidade máxima do fenômeno perdure até janeiro. Seca na Indonésia e restrições no Panamá já aparecem entre os efeitos globais do evento atual © Getty Images SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A agência climática dos Estados Unidos elevou para 97% a chance de que o El Niño evolua para um patamar muito forte a partir do início da primavera, no final de setembro. A Noaa (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica) atualizou nesta quinta-feira (10) sua análise sobre o fenômeno. O órgão prevê, ainda, probabilidade de 93% da temperatura do oceano Pacífico equatorial permanecer até janeiro no patamar muito alto -o que vem sendo chamado de “Super El Niño”. A última previsão do órgão, do mês passado, era de 93% de chance de um El Niño muito forte a partir de setembro. “O El Niño continuará se intensificando até o fim do ano”, diz o comunicado da Noaa. “No trimestre de outubro a dezembro de 2026, há 75% de probabilidade de um evento histórico, que superaria a intensidade dos eventos anteriores de El Niño registrados desde 1950.” Um evento dessa magnitude, ressalta a entidade, aumenta a probabilidade de ocorrerem impactos compatíveis com o El Niño, mas não há garantia disso e nem se as consequências serão mais graves do que o normal. O fenômeno climático, que começou em junho, é caracterizado pelo aquecimento acima da média das águas do Pacífico na região da linha do Equador próxima à costa do Peru -ao contrário da La Niña, que ocorre quando a superfície nesta região está mais fria do que o normal. Quando a variação acima da média é de 0,5°C a 1°C, o El Niño é classificado como fraco. Na classificação moderada, a anomalia de temperatura fica entre 1°C a 1,5°C e, na forte, vai de 1,5°C a 2°C. O El Niño é classificado como muito forte quando o aquecimento da superfície do Pacífico equatorial fica acima de 2°C. O El Niño já vem causando alterações climáticas ao redor do planeta. A Indonésia enfrenta seca extrema, que vem facilitando o espalhamento de incêndios florestais que sufocam o país com nuvens infindáveis de fumaça. No final de julho, fortes chuvas atingiram o Rio Grande do Sul, levando ao deslocamento de milhares de pessoas na região do vale do Taquari, que também foi fortemente atingida na histórica enchente de 2024. O canal do Panamá reduziu o fluxo de navios, já que opera utilizando água da chuva armazenada nos lagos artificiais de Gatun e Alhajuela, cujos níveis diminuíram devido à seca causada pelo fenômeno climático. Setembro também registrou um raro trio de furacões no oceano Pacífico -Marie, Karina e Lowell. Leia Também: Israel escolhe postura de embate com a ONU e acumula desgastes Escolha o Notícias ao Minuto como fonte preferida no Google Receba as nossas notícias com mais destaque sempre que pesquisar no Google.
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