O chefe do Exército do Irã, Amir Hatami, afirmou neste sábado (31), em alerta aos Estados Unidos e a Israel, que as Forças Armadas de Teerã estão em estado de alerta máximo após o deslocamento expressivo de navios de guerra americanos no Golfo. “Se o inimigo cometer um erro, isso colocará sem dúvida alguma em perigo sua própria segurança, a da região e a do regime sionista”, disse Hatami, citado pela agência de notícias iraniana Irna, acrescentando que as Forças Armadas estão “plenamente preparadas”. Como resposta ao presidente dos EUA, Donald Trump, que pressiona o Irã por um acordo sobre o programa nuclear, o chefe do Exército afirmou também que a infraestrutura atômica do país não será suprimida. Washington, Tel Aviv e várias potenciais ocidentais afirmam que o aparato iraniano visa alcançar uma bomba atômica, algo que Teerã nega. “O conhecimento e a tecnologia nuclear da República Islâmica do Irã não podem ser eliminados, mesmo que os cientistas e os filhos da nação se tornem mártires”, disse, em referência aos bombardeios que atingiram instalações e cientistas iranianos durante a guerra de 12 dias com Israel, em junho passado Também neste sábado, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, apareceu em público. Foi uma visita ao santuário do aiatolá Ruhollah Khomeini, no cemitério Behesht-e Zahra, no sul de Teerã. No local, onde está enterrado o fundador da República Islâmica, fez orações durante uma cerimônia oficial. O evento contou com a presença do presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, que circulou pelo santuário antes de discursar a apoiadores reunidos no local, em meio a uma apresentação musical. A aparição pública do líder supremo ocorre em um momento de forte pressão interna e externa sobre o regime, após semanas de protestos e a escalada das tensões com os Estados Unidos e Israel. Washington enviou ao Oriente Médio uma força naval de ataque liderada pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln, deslocamento que desperta o temor de um confronto direto com Teerã. A nação islâmica tem avisado que, se for bombardeada, responderá disparando mísseis às bases norte-americanas no Oriente Médio e atacando os aliados dos EUA, em particular Israel. Trump reforçou a ameaça de atacar o Irã desde a campanha repressiva com a qual as autoridades responderam a mais recente onda de protestos contra o regime, que aconteceu entre o fim de dezembro e o começo de janeiro. Ainda neste sábado, o presidente iraniano disse que líderes dos EUA, de Israel e da Europa exploraram os problemas econômicos do país, incitaram agitação e forneceram às pessoas os meios para “despedaçar a nação” nas manifestações. O presidente americano manifestou apoio aos atos em diversas ocasiões, dizendo que os EUA estavam preparados para agir se o Irã continuasse a matar manifestantes. Autoridades americanas disseram na sexta-feira (30) que Trump estava revisando suas opções, mas ainda não havia decidido se atacaria o país.
Ultimas Noticias
- Rafa de Hildecio mostra que herdou a política do pai, mas faz do seu jeito e conquista até antigos adversários
- Valença celebra um Dois de Julho histórico com praça lotada, civismo e valorização da Independência da Bahia
- Valença celebra o 2 de Julho com civismo, tradição e ampla participação popular
- Operação da PF tem prisão de bicheiro, ex-presidente da Alerj e pastor
- Brasil não vai abandonar a mesa, diz ministro sobre taxação dos EUA
- Alagoas ganha rota turística de cidades coloniais
- Brasileiros têm dia ruim em Wimbledon e caem nas duplas masculinas
- Lula inaugura túnel de transposição das águas do São Francisco no RN


