”O ataque dos EUA às instalações nucleares do Irã violou gravemente os propósitos e princípios da Carta da ONU e exacerbou as tensões no Oriente Médio. O Conselho de Segurança não pode não reagir a respeito”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, nesta segunda-feira (23), em relação aos ataques feitos a três instalações nucleares pacíficas do Irã. Guo se referia ao projeto de resolução no Conselho de Segurança da ONU de um cessar-fogo ”imediato e incondicional” no Oriente Médio, apresentado por China, Rússia e Paquistão. O porta-voz afirmou que a proposta ”reflete a forte aspiração da comunidade internacional”. ”Esperamos que os membros do Conselho de Segurança apoiem conjuntamente o projeto de resolução e promovam o Conselho de Segurança a desempenhar um papel prático na manutenção da paz e da segurança internacionais”, expressou o diplomata. Na reunião de emergência convocada pelo Conselho de Segurança da ONU neste domingo (22), o representante permanente chinês na entidade, Fu Cong, disse que a China ”condena veementemente os ataques dos EUA ao Irã e às instalações nucleares sob a supervisão de salvaguardas da Agência Internacional de Energia Atômica”. Fu Cong destacou a responsabilidade principal de Israel no conflito. ”As partes em conflito, especialmente Israel, devem cessar imediatamente o fogo para evitar que a situação se agrave e evitar resolutamente o alastramento da guerra”, disse o representante. Ele também afirmou que a China lamenta profundamente o alto número de vítimas. ”Civis e instalações civis não podem ser alvos de operações militares, e os princípios do direito internacional humanitário não podem ser violados”, disse Fu. Diálogo permanente China-Irã Também nesta segunda-feira, Guo afirmou que ”a China tem mantido comunicação com o Irã sobre a situação atual”. O Ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, conversou por telefone com o Ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, no dia 14 de julho. O porta-voz disse que ”a China está disposta a fortalecer a comunicação com o Irã e outras partes relevantes para continuar a desempenhar um papel construtivo na promoção da redução da tensão”. No telefonema entre Wang e Araghchi, o diplomata chinês reiterou condenação ”clara” da China à ”violação da soberania, segurança e integridade territorial do Irã por Israel”, e disse que ”se opõe firmemente ao ataque brutal contra autoridades iranianas que causou vítimas civis e apoia o Irã na salvaguarda de sua soberania nacional, na defesa de seus direitos e interesses legítimos e na segurança de seu povo”. Wang Yi também condenou o ataque às instalações nucleares iranianas feitas por Israel, afirmando que ”estabeleceu um precedente perigoso que pode ter consequências desastrosas”. Evacuação de cidadãos chineses da região Enquanto isso, o governo chinês retira seus cidadãos que solicitam evacuar a região iraniana. Até o momento, 3.125 cidadãos chineses saíram do Irã e mais de 500 de Israel. “Durante todo o processo de evacuação, somos profundamente gratos ao Irã, Azerbaijão, Turcomenistão, Armênia, Turquia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Omã, Kuwait, Egito, Jordânia e outros países por seu valioso apoio e assistência”, disse o porta-voz na coletiva desta segunda-feira. Os corpos diplomáticos chineses vão se manter na região.
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