A partir de 1º de janeiro, começa a valer a isenção de Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês. Para quem recebe de R$ 5 mil até R$ 7,35 mil, o imposto será menor do que o atual. Quem recebe até R$ 5 mil por mês pode ter um ganho extra de até R$ 4 mil por ano, quase um 14º salário. Quem tiver carteira assinada nessa faixa salarial já deixa de sofrer a retenção do imposto na folha de janeiro, paga no começo de fevereiro. Mesmo isento, o contribuinte terá de declarar o Imposto de Renda em 2026, já que a prestação de contas se refere ao ano-base de 2025, quando a nova regra ainda não valia. Segundo a Receita Federal, a isenção do imposto injetará R$ 28 bilhões na economia. Estudo do IPEA mostra que mais de 600 mil professores da educação básica deixarão de pagar Imposto de Renda, o que representa 51% de toda a categoria. Outros 21% dos professores pagarão o imposto reduzido. Arrecadação O benefício para os trabalhadores não afetará a arrecadação federal. Para manter o equilíbrio das contas, a lei aprovada prevê uma tributação das altas rendas, aquelas acima de R$ 50 mil mensais, que pagarão uma alíquota maior do Imposto de Renda. A taxação inclui salários, lucros, dividendos e rendimentos de aplicações financeiras tributáveis. A estimativa é que 140 mil contribuintes de alta renda paguem mais imposto, para beneficiar mais de 15 milhões de brasileiros que ficam isentos da taxação. Essa cobrança dos mais ricos será gradual, com uma alíquota máxima de 10% sobre os rendimentos. Quem já paga essa porcentagem não terá cobrança adicional.
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