SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Seis cidadãos dos EUA estão sendo monitorados após terem sido expostos ao ebola na República Democrática do Congo (RDC). A doença já matou pelo menos 100 pessoas no país nos últimos dias. A região enfrenta um novo surto da doença, com mais de 390 casos suspeitos já registrados. No sábado (16), a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a crise como “emergência de saúde pública de importância internacional”. A cepa atual de ebola que atinge a RDC é causada pelo vírus Bundibugyo, para o qual não existem medicamentos ou vacinas aprovados. Autoridades congolesas alertam para o risco de transmissão transfronteiriça, destacando que o deslocamento populacional e o conflito no leste do país podem atuar como fatores que aumentam a chance de disseminação da doença. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), há pelo menos seis casos de cidadãos norte-americanos que foram expostos à doença, com um deles apresentando sintomas. Segundo informações da rede britânica BBC, o grupo pode ter sido levado para uma base militar nos Estados Unidos, mas não há confirmação. Este é o 17º surto de ebola registrado no Congo desde 1976. O surto anterior terminou em dezembro do ano passado. OMS, Centro de Controle de Doenças da África e Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA coordenam esforços de resposta ao surto. As ações incluem vigilância, testes laboratoriais, rastreamento de contatos e implantação de equipes de emergência. Sintomas de ebola podem surgir entre dois e 21 dias após a infecção com o vírus. Segundo o sistema de saúde britânico, os sinais incluem febre alta, cansaço extremo e dor de cabeça, semelhantes aos de uma gripe. Leia Também: Trump diz que suspendeu novo ataque ao Irã após pedido de líderes árabes
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