Cuba conseguiu reconectar sua rede elétrica neste domingo (12) após outro apagão generalizado. É o segundo em menos de uma semana na ilha, que está submetida a um bloqueio de combustível imposto pelos Estados Unidos que já dura seis meses. “Às 6h30 desta manhã, o SEN (Sistema Elétrico Nacional) foi totalmente interligado em todo o país”, informou a União Elétrica de Cuba (UNE) na rede X. Após mais de 24 horas de trabalho para reconectar o SEN —um processo que foi desacelerado e dificultado pela escassez de combustível— os engenheiros conseguiram acelerar o restabelecimento do serviço durante a noite de sábado para domingo. Segundo a companhia, mais de 65% das residências de Havana, cidade com 1,7 milhão de habitantes, já tiveram o fornecimento de energia restabelecido, embora continuassem os cortes programados devido à baixa produção de eletricidade. A ilha sofreu um apagão nacional na segunda-feira (6). No início da semana, autoridades afirmaram que a maior parte do país havia sido reconectada à rede elétrica, mas muitos continuavam no escuro devido à falta de combustível. Na terça, protestos dispersos eclodiram na ilha. Moradores bateram panelas, buzinaram e gritaram “acendam as luzes”. Este foi o quarto apagão generalizado em seis meses, e o nono desde o fim de 2024 enfrentado pela ilha, que tem 9,6 milhões de habitantes. O apagão anterior ocorreu em consequência de uma oscilação de tensão combinada com a baixa produção de energia causada pela falta de combustível. Na ocasião, a UNE levou dois dias para restabelecer o sistema. Diante dos cortes frequentes e prolongados de energia, que podem durar até 30 horas consecutivas na capital e ainda mais no interior do país, os cubanos não escondem o cansaço e a sensação de impotência. “Vivemos sob um estresse quase insuportável. Isso já chegou a um nível intolerável, insustentável. A população não aguenta mais”, afirmou à agência de notícias AFP Pedro Martínez, 63. Segundo ele, “não existem” soluções “no curto e no médio prazo”. Cercanías A newsletter da Folha sobre América Latina, editada pela historiadora e jornalista Sylvia Colombo A rede elétrica cubana sofre com frequência apagões parciais ou generalizados devido ao envelhecimento de sua infraestrutura e à escassez de combustível. No entanto, essa situação se agravou desde que Washington impôs, em janeiro, um bloqueio ao fornecimento de petróleo, dificultando o abastecimento de combustível às usinas termelétricas e aos geradores de reserva que complementam o sistema. As sete usinas termelétricas que formam a base do sistema elétrico cubano, todas com mais de 40 anos de operação, sofrem falhas constantes ou precisam ser desligadas para manutenção. A principal usina da ilha, Antonio Guiteras, localizada no oeste do país, retomou suas operações durante a noite de sábado para domingo, o que permitiu estabilizar a rede elétrica, segundo informou a companhia. Desde o início do ano, essa usina já foi paralisada mais de 15 vezes devido a falhas sucessivas
Ultimas Noticias
- Prefeitura de Valença leva ação de cidadania e saúde ao Orobó neste sábado
- Polícia Civil prende investigado por feminicídio em Camamu
- Genial/Quaest: maioria dos brasileiros culpa Flávio Bolsonaro pelo tarifaço dos EUA
- Kim Kataguiri resolveu entrar na política de Cairu. Mas quem o convenceu?
- Ação de conscientização e cidadania marca celebração dos 36 anos do ECA no Instituto Mutá/CADI Valença
- Prefeitura de Valença promove grande ação integrada de cidadania e saúde no Orobó neste sábado
- Polícia Civil da Bahia prende investigado por feminicídio ocorrido na zona rural de Camamu
- Instituto Mutá/CADI Valença promove visita técnica e cultural a Salvador com alunos da Rede Pólis


