A Defesa Civil de Gaza afirmou que as forças de Israel mataram nove pessoas em um ataque a um ônibus na noite desta sexta-feira (17). O Exército israelense disse ter atirado contra um veículo que cruzou a linha de retirada de suas tropas em meio ao acordo de cessar-fogo com o Hamas. “Equipes da Defesa Civil conseguiram recuperar nove corpos após o ataque da ocupação israelense a um ônibus que transportava pessoas deslocadas a leste do bairro de Zeitun ontem”, disse Mahmoud Basal, porta-voz da entidade, que opera sob o grupo terrorista, à agência de notícias AFP. As forças israelenses, por sua vez, afirmaram em comunicado que identificaram um veículo classificado como suspeito cruzando a linha amarela, uma referência ao limite de retirada de suas tropas dentro da Faixa de Gaza, acordada no cessar-fogo em vigor. Após dispararem para o ar, os soldados “abriram fogo para eliminar a ameaça, em conformidade com o acordo” mediado pelos Estados Unidos, segundo o Exército. Após dois anos de guerra no território palestino, as partes concordaram com um cessar-fogo a partir de 10 de outubro, permitindo ao Hamas libertar os 20 prisioneiros reféns vivos e os 28 mortos na última segunda-feira. A facção libertou os reféns vivos a tempo, mas entregou os restos mortais de apenas 10 pessoas, sob o argumento de que há dificuldades para encontrar e extrair os corpos das ruínas do território palestino. Na sexta, o grupo reafirmou seu compromisso em devolver todos os corpos a Israel. Em paralelo a isso, o Ministério da Saúde local, também controlado pelo Hamas, informou neste sábado que Israel devolveu os corpos de 15 palestinos, elevando o número total de corpos repatriados para 135. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo Segundo o acordo mediado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, Israel deve devolver os corpos de 15 palestinos para cada israelense falecido entregue a ele pela facção. Esta última restituição ocorre após o Hamas ter devolvido o corpo de outro refém israelense na noite de sexta-feira, por meio da Cruz Vermelha —ele foi identificado como Eliyahu Margalit, que tinha 75 anos quando foi sequestrado no dia 7 de outubro de 2023 e morto.
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